Com esta série não é pretendido fazer história, mas sim é visado, ao lado das imagens, que poderão ser úteis aos leitores, sintetizar em seus acontecimentos principais a Vida desta para nós mortais, uma Santa, Santa Paulina inserida na nossa História.

Não se despreza documentos oficiais ou fontes fidedignas para garantir a credibilidade; o que hoje é uma verdade amanhã pode ser contestado. A busca por fatos, dados, informações, a pesquisa, reconhecer a qualidade no esforço e trabalho de terceiros, transformam o resultado em um caminho instigante e incansável na busca pela História.

Amábile era Mulher, Irmã Paulina, Madre, Santa Paulina, um ente humano, com Virtudes e Pecados, Acertos e Erros, sua história após a canonização não dever ser escondida ou mascarada, o que aconteceu, era desígnio de Deus.

Cabe ao leitor tirar suas conclusões e creditar a Amábile sua Santidade, além do pensamento da Igreja.

Dividir estas informações e aceitar as críticas é uma dádiva para o pesquisador.

- Este Blog esta sempre em crescimento entre o Jornalismo, Causos e a História.

Haverá provavelmente falhas e omissões, naturais num trabalho tão restrito.

- Qualquer texto, informação, imagem colocada indevidamente (sem o devido crédito), dúvida ou inconsistência na informação, por favor, comunique, e, aproveito para pedir desculpas pela omissão ou inconvenientes.

A Fala, a Escrita, os Sinais, o Livro, o Blog é uma troca, Contribua com idéias.

- Em História, não podemos gerar Dogmas que gerem Heresias e Blasfêmias e nos façam Intransigentes.

- Que a mulher simples, que lutou por sua crença e convicções, seguindo o caminho do Bem, da Caridade, do Próximo – lhe AJUDE a REFLETIR e a conhecer intimamente Paulina.

VAMOS ORAR

Deixe seu comentário.

- Que lhe Seja Produtivo – Amém!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santa Paulina
                                                                      A Verdadeira História
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Madre Paulina               Irmã Paulina               Amábile Lúcia Visintainer 


Santa Madre Paulina

- "Paulina" foi profecia, realizou-se na faculdade missionária como seu padroeiro São Paulo.
- "Coração" realizar-se como o de Jesus, traduzindo-se no Amor - Serviço do lava-pés, em opção irreversível pelos mais pobres entre os pobres.
- "Agonizante", quase crucificada, realizou-se na humilhação de sua deposição, também esta comandada por um Sumo Sacerdote.
- "de Jesus" ela foi sempre, desde o batismo no dia seguinte ao nascimento, até o "agora e para sempre".



No ano do Senhor de 2002, depois de 502 Anos de história da nação de maior população católica do mundo, foi canonizada a primeira santa brasileira.
Foi um longo processo, 37 Anos, analisado pela Igreja Católica.
Madre Paulina foi reconhecida como ‘Santa’, suas virtudes foram proclamadas pelo mundo inteiro. 
Ela será cultuada pelos católicos dos cinco continentes, e todas as igrejas católicas poderão entronizar sua imagem no altar.

Santa Paulina! Rogai por nós!

E intercedei junto a Deus pelo Brasil.



– Ser Bem Vindo à história desta Vida,
que a morte consagrou. – Amém!


A primeira Santa brasileira!

- Nascida na Itália, mas vivendo quase 70 anos no Brasil, compreendeu as características da alma do povo brasileiro como poucos.


Amando e assimilando a vocação que a Divina Providencia colocou no coração do povo desse país enorme, ela adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos...  E foi por isso mesmo que ela compreendeu que o "próprio dos grandes é servir", que "é a noite que é belo crer na luz" e viveu tendo como única alegria o seu "ser-para-os-outros" empregado no serviço aos irmãos.

Introdução

A MULHER
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Aqui você vai conhecer um pouco sobre a vida de uma mulher que na simplicidade do dia a dia deixou o mundo melhor por ter passado por ele.

SANTA MADRE PAULINA,
A Mulher do Amor Incondicional!

“A santidade é um caminho percorrido pelos que procuram fazer a vontade de Deus em situações concretas da própria vida.”

- Para compreender essa mulher austro-ítalo-brasileira é necessário considerar a base ou a matéria-prima sobre a qual a graça divina modelou a fundadora das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Não é fácil traçar o retrato físico ou o perfil psico-moral-espiritual de Madre Paulina.

- Com a canonização de Madre Paulina, a Igreja quer nos dizer que alguém que morou em nosso país e viveu no meio de nossos antepassados, andou pelas nossas estradas, trabalhou em nossa terra, cuidou de nossos doentes e rezou em nossas Igrejas, ficou Santa. É este um apelo para nós também trilharmos o caminho da santidade!

- Esta mulher, Santa Paulina, viveu a Eucaristia passando horas a fio diante de Jesus Sacramentado, horas a fio diante da pessoa doente, marginalizada, triste, necessitada.
Seguiu Jesus, aprendendo dele o aperfeiçoamento de sua personalidade e agigantando-se no caminho da santidade.

O povo de Vígolo concedeu a Amábile o título de:

- “Enfermeira”, isto é, ser-para-os-outros ou “toda de Deus e toda dos Irmãos” como rezam, hoje, os seus devotos e suas Irmãzinhas.

A RELIGIOSA
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A Biografia desta mulher-religiosa “Madre Paulina” é a “história científica" de um desígnio de Deus. O desígnio é mistério escondido, a história é a sua epifania.

- A vida de Madre Paulina pode ser resumida pelo texto do Profeta Isaias com que Apóstolo Mateus resume a Vida de Jesus:

"Eis minha serva, A QUEM ESCOLHI, A MINHA AMADA de quem me agrado.
Porei meu ESPÍRITO SOBRE ELA...
Ela não discutirá nem aclamará e nem se ouvirá sua voz nas ruas" (Mt 12,18-19)

Santa Paulina é protetora dos enfermos, das crianças e dos idosos.
É invocada principalmente pelos doentes com câncer, pelas parturientes e pelas mães que pedem cura para seus filhos doentes.

A APARÊNCIA DE AMÁBILE - MADRE PAULINA
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Vicência, Superiora Geral, nossa bem-aventurada, confiou à Abadessa de Forli, Suor Maria Angélica, o encargo de um quadro a óleo de Madre Paulina, Padre Rossi nas cartas à sua irmã em 1912, delineou os traços somáticos:

- ESTATURA MÉDIA, PELE TENDENTE LEVEMENTE AO MORENO, OLHOS CASTANHOS, SEMBLANTE SÉRIO, APARENTEMENTE FECHADO.

FAMÍLIA VISINTAINER
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Santa Paulina bebeu no ambiente Familiar, profunda formação cristã.
Era uma casa pobre, mas ali não faltava diariamente, a reza do terço do rosário de Nossa Senhora.

- Sabemos que em sua Família, a formação cristã era fortemente enraizada no espírito de oração – uma oração que alimenta o espírito de doação, da generosidade e da fidelidade.

- Este costume Familiar se constitui na fonte – “Berço”, onde à luz de fervoroso espírito cristão, vai sendo moldada a resposta ao chamado de Deus, para a consagração da vida, em decisão radical em serviço para os irmãos.

- Seguindo as atitudes cristãs da Família de Santa Paulina, você, eu, qualquer pessoa pode ter as atitudes:

Acolhida, Partilha, Espiritualidade Orante, Ternura e trabalho no Serviço aos outros.

FESTA PARA SANTA PAULINA
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O Santuário Santa Paulina celebra três festas específicas em ação de Graças, são elas, Dedicação do Santuário Santa Paulina, Canonização de Santa Paulina e a grande Festa litúrgica de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

3º Domingo de janeiro – Aniversário da DEDICAÇÃO do Santuário Santa Paulina.
- A Cerimônia da Dedicação do Santuário Santa Paulina aconteceu no dia 22 de janeiro de 2006, às 9h, em solene Celebração Eucarística, presidida por Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ – Arcebispo da Arquidiocese de Florianópolis, SC.

3º Domingo de maio – Aniversário de CANONIZAÇÃO de Santa Paulina.
- A Canonização foi no dia 19 de maio de 2002 no Vaticano pelo Papa João Paulo II.

2º Domingo de julho – FESTA LITÚRGICA de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.
- Dia 09 de julho de 1942, foi o dia de sua morte.

- Todos os meses, do dia 01 ao dia 09 são realizadas NOVENAS em Louvor a Santa Paulina.

- No dia 09 de cada mês é celebrada a Missa de LOUVOR a Santa Paulina.

IRMÃZINHAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO
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São as continuadoras do trabalho implantado pela Fundadora.

- A Congregação iniciada no século XIX deu seqüência ao trabalho de Madre Paulina; através de Ações Evangelizadoras em vários segmentos como Saúde, Educação, Terceira Idade, Pastoral e Serviços de Apoio, buscando como Santa Paulina, servir com simplicidade e humildade testemunhando o Evangelho.



A CONGREGAÇÃO
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A Congregação conta com irmãs espalhadas por 11 países da América, África e Europa e tem sua sede (Casa Geral) no Bairro do Ipiranga, na cidade de São Paulo (SP), Brasil.

Em 2013, são mais de 600 Irmãzinhas.


Cronologia

Neste singelo relato cronológico esporemos os principais acontecimentos da Vida de Amábile Lúcia Visentainer. Não há necessidade de esconder fatos se eles simplesmente aconteceram, o importante é ler, refletir com Fé.

SÉCULO XIX

IMPÉRIO AUSTRO-HÚNGARO
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Em 1867 criou-se o Império Austro-Húngaro em virtude do compromisso homônimo pelo que se reconheceu o Reino da Hungria como uma entidade equiparada a Áustria dentro do Império, a partir daquele momento, Austro-Húngaro. No Reino da Hungria, começou-se a utilizar um escudo no que figuravam os brasão dos territórios integrados em Transleitania, a parte húngara, com as figuras de dois anjos como tenantes ou suportes do escudo e timbrado com a Coroa de São Estevão. Os brasão que figuraram neste escudo simbolizaram os seguintes territórios:
Reino de Dalmácia
Reino de Croácia (Habsburgo)
Reino de Eslovênia
Grão Principado da Transilvânia
Província da Bósnia e Herzegovina (desde 1915)
Cidade de Rijeka
Reino da Hungria
Em Cisleitania, a parte austríaca, continuou-se utilizando o escudo do Império de 1815, mas com os brasões de diversos territórios integrados no Império que se situaram rodeando o escudo central e das ordens.

A região do Tirol, de onde vieram a Família Visitainer e outros tiroleses, permaneceu unida à Áustria do século XV até 1918 (Primeira Guerra Mundial), quando a porção sul do antigo condado (incluindo o atual Trentino) foi anexada à Itália.

Europa
Em destaque Império Austro-Húngaro

Em 1865, o Império Austro-Húngaro era regido pelo arquiduque Carlos Luís José Maria de Habsburgo-Lorena (em alemão: Karl Ludwig Joseph Maria von Habsburg-Lothringen) (Viena, 30 de julho de 1833 — Viena, 19 de maio de 1896). 


Karl Ludwig Joseph 

Nota:
Na Europa:
- Império Austro-Húngaro era conhecido por agregar diferentes povos, de diferentes idiomas e culturas. A região trentina se caracteriza por ser de língua italiana, mas com históricas influências germânicas. Atualmente a Província Autônoma de Trento possui um estatuto de autonomia bastante amplo e que garante suas características sociais, econômicas e históricas na Itália atual.

No Brazil:
- O Al Fero (Alferes) – depois Nova Trento, embora fosse inicialmente uma colônia austríaca (pois seus fundadores saíram do Império Austro-Húngaro) e possuiam passaportes austríacos, eram Trentinos, os "italianos do Tirol" todos de língua italiana.

O Nascimento

Em 16 de dezembro do ano do Senhor de 1865, às 05:00 horas, de uma tarde fria, nascia Amábile Lúcia Visintainer.



Amábile nasceu em Vígolo Vattaro, Trentino Alto Ádige (norte da atual Itália), Valsugana - Trento (na época, região austríaca do Südtirol), no Império Austro-húngaro.


- Filha de pais católicos praticantes Antonio Napoleone Visintainer (Wiesenteiner) e Anna Domênica Pianezzer, nasce numa Família de poucas posses, era a segunda de catorze filhos (9) homens e (5) mulheres.

Nota:
- Madre ou Santa Paulina é considerada uma santa ítalo-brasileira, embora, na verdade, seja austro-brasileira porque nasceu austríaca, em Vígolo Vattaro, pequena vila do Trentino Austríaco – norte da Província independente de Trento, quando toda a região do Tirol pertencia ao Império Austro-húngaro.

Vigolo Vattaro - Tirol - Austria (atualmente Italia)

- Os habitantes desta região Trentina, toda montanhosa, viviam da agricultura, de profissões liberais e de serviços em pequenas indústrias de fiação e tecelagem.

- O casal Visintainer habitava uma casa que se encontra na Via Marzola, em Vígolo Vattaro, Tirol.


Casa dos Visintainer - Tirol'- Austria (atualmente Italia)

O BATISMO DE AMÁBILE
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Em 17 de dezembro de 1865, no dia seguinte, Amábile Lúcia Visintainer foi batizada, na Igreja da Vila, dedicada a São Jorge, pelo Padre Ferrari.


- Foram seus padrinhos Carlo Dallabrida e Orsola Tonnezzer, ambos camponeses.

A FAMÍLIA
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Dos quatorze (14) filhos do casal Visintainer, nove (09) nasceram em Vígolo Vattaro – Áustria, sendo que três faleceram ali, em tenra idade.

- Seis (06) vieram para o Brasil com os pais, na imigração.

- Dos cinco (05) nascidos no Brasil, um morreu poucos dias depois do nascimento e outro foi natimorto.

A Família Visintainer era bastante pobre e por isso lutava com dificuldade para conseguir o próprio sustento.
Anna exercia pequenos trabalhos agrícolas, além de cuidar da casa e dos filhos.
Napoleone era pedreiro e com freqüência, ausentava-se de casa para arrumar serviço e ganhar o pão, longe da Família.

- Amábile, era a mais recolhida, entre os irmãos. Pedia sempre à mãe que lhe ensinasse mais orações.

- Além de piedosa, Amábile Lúcia tornava-se, cada dia, mais caridosa e sensível com as necessidades e os necessitados.

TRABALHO NA FÁBRICA
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Em 1873, com apenas oito (08) anos, entendeu em seu coração, as dificuldades que a Família passava, economicamente.

- Nesta sensibilidade para ajudar aos pais, começou a trabalhar em uma fábrica de tecidos de seda, a ‘Filanda’ como era chamada a pequena indústria.

- Frágil e sem experiência, foi colocada a separar os casulos dos bichos-da-seda.

Casulo

A MENINA AMÁBILE
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Ao sair de casa para a ‘Filanda’, levava pequena merenda que a mãe lhe preparava. Com o passar do tempo, sua mãe Anna, percebeu que a menina Amábile estava ficando muito fraca. Obrigada a dizer a verdade, confessou que sempre dava a merenda a colegas mais pobres, e ela não comia quase nada.

- Essa mesma caridade, Amábile demonstrava, cuidando da avó paterna Lucia Micheloni, idosa e doente que morava com a Família Visintainer.
Dia e noite estava atenta às suas necessidades.

- Quando Anna sua mãe saía de casa, era Amábile quem cuidava dos irmãozinhos.

O CRISMA
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Em 22 de abril de 1874, aos (09) anos, Amábile recebeu o Sacramento do Crisma junto com dois de seus irmãos, durante a visita pastoral do Bispo de Trento.

 “MABILOTA”
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Amábile Lúcia Visitainer era apelidada pela caridade para com a avó Lucia Micheloni de “Mabilota” isto é, “Amável”.
As coleguinhas com as quais trabalhava na fábrica apelidavam-na de ‘Santa’.

- As pessoas lhe diziam, com freqüência: “Amábile” (Amável), seu nome lhe fica muito bem.

- Que fazia ela de extraordinário?
Nada, além de cuidar com ternura da avó doente e repartir o pão que levava para seu lanche, com as colegas mais pobres do que ela.

“Era uma menina talhada para cuidar dos outros” como diz José A. Bezen, em seu opúsculo de uma biografia popular de Santa Paulina.

Amábile, desde pequenina, foi tocada por Deus e, em toda sua vida, procurou viver o grande mandamento do amor. Viveu a solidariedade desde a infância. Estas atitudes são muito significativas quando se operam numa criança que, por natureza, tem geralmente uma postura egoísta.

- Amábile crescia como boa menina e boa filha: - Obediente, Honesta, Trabalhadora e Piedosa.


IMIGRAÇÃO PARA O BRAZIL - AMÉRICA DO SUL
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Nas décadas dos anos: 1800 – 1900, o governo brasileiro oferecia terras a imigrantes estrangeiros, estes convenceram muitas Famílias do norte da Itália, a partirem para o Brasil.

Panfleto distribuído na Europa

No ano de 1875, período da grande imigração européia para o Brasil, muitos imigrantes, entre eles italianos, alemães, austríacos e poloneses, desembarcaram no Brasil.

- Os tiroleses de língua italiana (trentinos) encontravam-se em dificuldades na terra de origem, por causa das crises no setor agrário, ocasionadas pelas guerras da unificação italiana que enfraqueceram o comércio local.

- Começava a emigração dos italianos, movida pela doença, carestia e pobreza que assolava a região, vieram para o Brasil, aderindo ao projeto de colonização governo imperial.

SAÍDA DA ÁUSTRIA - EUROPA
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Em 25 de setembro de 1875, 130 Famílias, moradores de Vígolo Vattaro no Tirol, partiram para o Brasil, viajando de trem, desde Trento, até o Porto francês de Havre, na Europa.
Ali, embarcaram no Navio San Martino, rumo à América do Sul.

Porto de Havre - França

- Vigolo Vattaro assistiu a saída da primeira leva de imigrantes para a Província de Santa Catarina no Brasil, atraídos pela esperança de uma vida melhor.

- Entre os imigrantes austríacos, saídos do antigo Império Austro-Húngaro, chegaram à região as Famílias da região trentina do Tirol.

- Napoleone com sua esposa Anna e seis filhos, entre os quais Amábile, também arriscou a sorte e partiu para a Província (Estado).

- Nessa viagem, devido às más condições do navio, a Família Visintainer perde um dos filhos, Giovanni Battista.

IMPÉRIO DO BRAZIL
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Chegaram ao Brasil, semanas depois no porto de Itajaí, Província de Santa Catarina, no governo de S.S.M.M. D. Pedro II.

Dom Pedro II

ITHAJAY - PROVÍNCIA DE SANTA CATARINA
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Os imigrantes tiroleses tiveram a alegria de serem recebidos em Itajaí (SC) por um sacerdote italiano, Padre Giovanni Maria Cybeo, missionário Jesuíta do Desterro, atual Florianópolis (SC).

Desembarque em Itajai - SC

- As Famílias italianas, chegadas a Itajaí, foram conduzidas até Brusque.

BRUSQUE – PROVÍNCIA DE SANTA CATARINA
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Em Brusque (colônia alemã) no Vale do rio Itajaí, interior da província, permaneceram por alguns meses, em albergues, enquanto os chefes de Família iam situar, no interior catarinense, lugar próprio para assentar-se.

- Os imigrantes tiroleses entraram no Vale do Itajaí juntamente com os colonos alemães e também foram incentivados por Dr. Hermann Blumenau, fundador da cidade que leva seu sobrenome.

Subindo o Rio Itajai Açú

- Eram todos Tiroleses (Trentinos), isto é, de língua italiana.

AL FERO – PROVÍNCIA DE SANTA CATARINA
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Padre Cybeo já havia aconselhado as Famílias de Vígolo Vattaro a se dirigirem à região do Riacho Al Fero (Alferes), afluente do Rio do Braço no vale do Rio Tijucas, atual Nova Trento.

- Seguindo esta orientação, os vigolanos se estabeleceram à alguns quilômetros além do Al Fero (Alferes), escolhendo bons lotes de terra, formando alí, um povoado, ao qual deram o nome de Vígolo, em homenagem à terra de sua origem.

Construíram ali uma pequena capela e deram a ela o mesmo nome da Igreja de Vígolo Vattaro, na Itália: São Jorge.

Al Fero, 1875

Nota:
- Al Fero (Alferes), atual Nova Trento, a imagem mostra os primeiros colonos desbravando o mato. Encontrando-se em meio à floresta virgem, os imigrantes tiroleses derrubaram o mato e inicialmente construíram choupanas simples para servir de habitação, até que pudessem construir casas de tábuas de madeira.
Importante ressaltar que naquele tempo os imigrantes não eram chamados de “trentinos”, mas sim de “tiroleses”; isso porque a região trentina, apesar de ser de língua italiana, pertenceu ao Tirol e ao Império Austríaco de 1258 a 1918. Esse é o motivo pelo qual os documentos históricos registram nossos antepassados trentinos como “naturais da Áustria”.

Em 1918, o Reino Italiano, contra a vontade da população local, invadiu o sul do Tirol durante a Primeira Guerra Mundial. As palavras “Tirol” e “tirolês” foram então proibidas pelo governo italiano, buscando apagar o antigo pertencimento ao Império Austríaco.
No Brasil, no entanto, a palavra continuou sendo utilizada cotidianamente.

Em 1975, no Centenário da Imigração Italiana, quando a palavra “Trentino” foi introduzida pela Associazione Trentini nel Mondo, que buscou substituir os nomes “Tirol” e “tirolês”, como o governo italiano havia feito décadas antes.
Apesar disso, o nome sobreviveu em lugares como o bairro Tirol, em Nova Trento; como a Colônia Tirolesa de Piracicaba (SP), a colônia Santa Maria do Novo Tirol em Piraquara (PR) e a Estrada dos Tiroleses, que leva à colônia trentina de Rio dos Cedros. Sobreviveu também na memória dos mais velhos, que até hoje ao se referirem aos seus antepassados dizem que eram “tirolesi” ou “italianos do Tirol”.

Vários arraiais e vilas foram surgindo com nomes das cidades italianas, como:
- Vígolo, Bezenello, Valsugana, entre outras, tendo como centro, Nova Trento.

- Tendo erguido logo, uma pequena capela católica, escolheram para eles o mesmo padroeiro de Vígolo Vattaro (Tirol) São Jorge, a quem atualmente, ainda veneram.

Estabelecida em Vígolo, a Família Visintainer foi crescendo com os filhos:
- Ernesto, Amábile, Luigi, Giuseppina, Mansueto, Manoel e José.

- Foi neste ambiente de paz e amor, que a menina Amábile, então com a idade de dez (10) anos, cresceu e fez caminho, apesar das grandes dificuldades surgidas, pela necessidade de se iniciar tudo, desde o desbravamento da terra e construção dos barracos iniciais.

- Amábile, como outros filhos de italianos, trabalhava na roça, utilizando a enxada.

ENCONTRO COM VIRGÍNIA
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Em 1876, próximo à Família Visintainer, estabelecera-se a Família de Francisco Nicolodi e Angela Dallago que chegara ao Al Fero (Alferes) atual Nova Trento e a Vígolo com um novo grupo de tiroleses.

Nota:
- Merece especial atenção a filha do casal Nicolodi, Virgínia Rosa Nicolodi, nascida em Aldeno no Trentino – Itália, aos 03 de agosto de 1864, sendo 16 meses mais velha que Amábile
Era uma jovem frágil, miúda, capenga no andar, mas cheia de energia e vitalidade espiritual e moral.

- Amábile conheceu Virgínia que não morava longe de sua casa e, entre elas nasceu bonita amizade que só terminaria com a morte de Virgínia, em 1917.

- Logo tornaram-se dois corações unidos pelo mesmo ardor religioso e pelas práticas de piedade.

O MOINHO
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A amizade delas se estreitara quando Napoleone Visintainer e Francisco Nicolodi, para fazer frente à pobreza, se associaram na construção e funcionamento de um moinho de moer milho – (atafona).


- Amábile Lúcia e Virgínia Rosa trabalhavam no moinho, preparando o fubá para os fregueses. As duas passavam o dia neste trabalho, entremeando-o com orações, cânticos religiosos.

Trabalhadora de Moinho

A FÉ
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Nesta bela amizade, as duas cultivavam o sonho de servir os necessitados de sua realidade vivencial.


- As duas se confessam apaixonadas pelo Senhor Jesus e não era raro encontrá-las, juntas, rezando fervorosamente.

- Os imigrantes Trentinos conservaram muito vivas, duas características que davam sentido e força à sua vida: - a Fé católica e a língua italiana.



PRIMEIRA COMUNHÃO
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Preocupavam-se com a instrução de seus filhos e por isso, a colônia contratou uma professora, Maria Dallabrida para a alfabetização e catequese.

- Para sofrimento dos pais de Amábile, não havia jeito de fazê-la progredir na Escola. Não aprendia a ler nem escrever. Achavam até que fosse portadora de um atraso mental e buscaram uma solução religiosa.
No dia da Primeira Comunhão, Amábile deveria pedir a Jesus a graça da leitura. Já havia sido preparada para isso por sua mãe Anna e pela catequista Maria Dallabrida.

- Padre Alberto Gattone, Pároco de Brusque que recebera os imigrantes italianos como paroquianos, enquanto lá permaneceram, dava-lhes assistência religiosa.
Ele conseguia organizar Comunhões gerais duas ou três vezes ao ano, com eles, por ocasião de suas visitas, nos locais de assentamento.

Em 1879, com mais ou menos (12) anos, Amábile Lúcia Visentainer faz a Primeira Comunhão, numa dessas visitas pastorais.


- Esta foi realizada na Capela de São José da Comunidade de Nova Aliança – atual bairro Claraíba, nas proximidades de Vígolo. Ao se dirigir para lá, Amábile levava nas mãos o livro de Santo Afonso, intitulado “Máximas Eternas”, porém não sabia ler nada.

- Após comungar, pediu a Jesus a graça de aprender a ler e prometeu, por toda a vida, ler somente livros de assuntos religiosos e foi nessa ocasião que ela pode dizer a Deus, presente em sua alma, um desejo sincero que há tempo acalentava em seu coração, Amábile dissera:

"Quero ser toda de Jesus", disse a Cristo Sacramentado.



- Ao abrir o livrinho, percebeu que conseguia ler bem. Após a Missa, contou à mãe e à professora, o fato.
Fizeram com ela, o teste e, na verdade, Amábile alcançara a graça:

- Sabia ler!

PADRE AUGUSTO SERVANZI
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Em 1879, a comunidade do Al Fero (Alferes), recebe o novo Pároco Padre Augusto Servanzi.

OS PADRES JESUÍTAS
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Frente às muitas dificuldades encontradas na nova terra, aquele povo de imigrantes sentia muito a falta dos Padres que, como pastores de Deus, orientavam suas vidas, em sua terra natal.


- Foi grande porém, a alegria para o coração de todos, ao saberem da chegada dos Padres Jesuítas a Nova Trento e que ali haviam estabelecido um Posto Missionário para atender os imigrantes europeus.

- Era grande a alegria de Napoleone e Anna, os pais de Amábile, em receberem em sua casa os padres jesuítas, residentes em Nova Trento, quando de suas visitas ao povoado de Vígolo.

- Ao irem visitar e atender os católicos vigolanos, a hospedagem era na casa dos Visintainer.
Era uma casa pobre, mas não faltava acolhida.

ASSISTÊNCIA PASTORAL
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Em 1882, aos (15) anos, Amábile foi convidada pelo Padre Augusto Servanzi, Pároco de Nova Trento, em suas visitas freqüentes ao povoado de Vígolo para a assistência pastoral, foi constatando o empenho de Amábile e Virgínia Rosa Nicolodi nos trabalhos caseiros, como nas práticas de piedade religiosa.
Disse, um dia, às duas jovenzinhas:

“Tenho uma missão a confiar a vocês e desejo que a desempenhem com amor e responsabilidade.”

“Confio a vocês o catecismo das crianças, a limpeza da Capela de São Jorge e a assistência às pessoas doentes.”

- Missão dada, missão aceita. Amábile e Virgínia encarregaram-se destas tarefas com alegria e muito esforço. Logo aumentou o número de crianças na catequese.
Virgínia ensinava aos mais crescidos e Amábile, aos menores.
Não faltava zelo pela Capela sempre limpa e bem ornamentada.
O grande trabalho, porém, era a visita aos doentes. Amábile via nessa tarefa, sua principal missão. Após um dia de trabalho na roça, de trabalhos domésticos, era a tarefa de visitar as pessoas doentes, levando-lhes o conforto e a alegria da oração.

- Mas mal sabia o Padre Augusto Servanzi que estaria confirmando a vocação das jovens Amábile e Virginia para o serviço do Senhor.

- Com esta liderança em suas mãos, as duas tudo faziam para incrementar a vida cristã das Famílias vigolanas.

Elas mesmas davam exemplo de fervor e piedade.

- De madrugada, dirigiam-se a Nova Trento, a fim de participar das atividades paroquiais, principalmente da Celebração Eucarística.

- A pé, no caminho e na Capelinha rezavam e cantavam hinos religiosos com o povo.

Nota:
- Em Nova Trento existem dezenas de Capelinhas designadas a vários santos católicos, para oração e reflexão na caminhada.

- Houve muitas conversões de pessoas afastadas da religião e crescimento da vivência cristã.

A vida de oração e de trabalho apostólico e o sonho com a Imaculada de Lourdes preparam o grande passo e o momento histórico.

PARTIDA DE PADRE AUGUSTO SERVANZI
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Padre Augusto Servanzi que sempre acompanhara as duas jovens, cuidando de sua orientação espiritual, foi transferido para a missão jesuítica de Goiás (GO).

CHEGADA DE PADRE MARCELO ROCHI
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A paróquia de Nova Trento chega o Padre Marcelo Rocchi.

- Ao conhecer as jovens, Padre Marcelo Rocchi percebeu logo, em Amábile e Virgínia, suas vocações.

- Para a alegria delas, ele as confirmou em sua Missão recebida do Padre Augusto Servanzi.

A VOCAÇÃO
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Amábile nunca havia tido contato com Religiosas, contudo, sentia grande desejo de consagrar-se inteiramente a Deus.


A CONFIDÊNCIA
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Num certo dia, Amábile confidencia a Virgínia:

“Por que não poderíamos fazer um pequeno casebre, perto à Capela de São Jorge, aqui em Vígolo para nos recolhermos, a fim de rezar, trabalhar e cultivarmos o espírito e ajudarmos os pobres enfermos?”

Virgínia respondeu:

“A idéia é ótima, mas como construirmos nós, o casebre? - E nossos pais permitirão que habitemos aí, abandonando-os e ir viver sozinhas numa barraca?”

“- O Bom Deus virá ao nosso encontro. Ele sabe que queremos fazer a sua vontade, por isso, na hora por ele estabelecida, nos ajudará.” – concluiu Amábile.


- Padre Marcelo Rocchi, ciente dos ideais de Amábile e Virgínia, convencido de que se tratava de uma inspiração do Espírito Santo, começou a refletir como poderia realizar o projeto de Amábile.

A JUVENTUDE DE AMÁBILE
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Assim foi que, ainda adolescente e quase analfabeta, Amábile colocou-se a serviço da Comunidade, ensinando o pouco que sabia.

- Sentia então uma inspiração forte de viver ajudando os outros, os mais necessitados e viver para Deus.

- Crescia nela, a vocação de consagrar a vida a um ideal: - a evangelização para levar as pessoas a Deus. Ao mesmo tempo, era muito dedicada à Família, ajudando no lar, na roça, em fim, em tudo que a rodeava e onde percebia necessidade de ajuda.
Sonhava com a vida religiosa.

- Amábile era o tipo da jovem camponesa daquele tempo: trabalhadora, forte, usando longas vestes, avental e lenço na cabeça, assim como a imagem abaixo de Bernadette Soubirous, Santa Bernadette, para quem a Virgem Imaculada se pronunciou.

Bernadette Soubirous

A MORTE DE ANNA PIANEZZER – MÃE DE AMÁBILE
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Depois de chegados ao Brasil, Napoleone e Anna tiveram mais cinco (05) filhos:
- Cypriana, Mansueto, Manoel, José e o último natimorto, com a morte da mãe, em serviço de parto.

- Anna tinha pouca saúde e Amábile que amava extremosamente sua mãe e sua Família, procurava ajudá-la nos trabalhos mais pesados e encarregava-se do cuidado dos irmãozinhos, durante a noite.

Em 1887, com 22 anos, Amábile perdeu a mãe Anna Domênica Pianezzer. Faleceu ela do parto de mais um filho que, com ela também faleceu.

- Amábile sentiu muito a morte da mãe A QUEM tanto AMAVA.

O CUIDADO COM A FAMÍLIA
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Nesta circunstância, ela assumiu as tarefas de dona de casa, pois era a filha mais velha. Seu trabalho tornou-se muito mais intenso, pois seus últimos três irmãos: - Mansueto, Manoel e José eram menores de sete anos.
Uma graça extraordinária atraía Amábile para as coisas de Deus. Vivia somente para o trabalho e a oração. Ao lado de todo o cuidado com a Família, continuava as tarefas religiosas e de ação social.

- Duas vezes por semana, Amábile e Virgínia iam a Nova Trento, a fim de receber a Eucaristia.
Eram 06 Km de ida e 06 Km de volta, a pé, perfazendo 12 Km, percurso este que elas faziam rezando o terço – fundamentais em suas Vidas – a Eucaristia era o alimento do ideal das jovens.

- Seu sonho de consagrar-se a Deus foi temporariamente ofuscado com a morte de sua mãe, teve que assumir todas as tarefas de dona de casa, até que seu pai contraísse um novo casamento.

CAPELA E GRUTA DE LOURDES
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Devoto de Nossa Senhora, Padre Marcelo Rocchi estimulou os vigolanos a construírem uma Capela e uma Gruta a Nossa Senhora de Lourdes.
Ecoava em seu coração, ainda, o fato das aparições de Nossa Senhora Imaculada no ano de 1858, a Bernadete Soubirous, na França.
O povo aceitou a sugestão.

- Amábile e Virgínia encarregaram-se de arrumar o dinheiro para a compra da imagem para a gruta. Não saíram à rua para angariar esmolas. Foram à prática: - plantaram uma roça de mandioca. Vendendo o produto da plantação, conseguiram o dinheiro que foi entregue ao Padre Marcelo e este providenciou a compra da imagem.

Em 1888, chegou da França, a imagem da Virgem de Lourdes, que ficou na Igreja de Nova Trento até o dia 11 de fevereiro de 1889.

Nota:
- A Gruta de Nossa Senhora de Lourdes estimulado pelo Padre Marcelo Rocchi foi inaugurada em 1890 e a Capela em 1895.

SONHO OU VISÃO                                                                                                      
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Parece que a resposta a seu pedido "quero ser toda de Jesus", feito entre (12) e (13) anos, foi respondido. A certeza de que uma semente de vocação para o serviço de Deus havia sido plantada em sua alma eclodiu entre os anos de 1888/ 1890.

- Estava ela em um contexto de busca, de entrega à vontade de Deus, de serviço à Família e à Comunidade vigolana, quando ocorreram os sonhos.

Em 1888, Amábile sonha por três noites consecutivas, com Nossa Senhora que diz ser a Virgem de Lourdes, que lhe faz um pedido.


PRIMEIRA NOITE
Sem saber do que se tratava, Amábile deu seu “Sim” ao pedido de Nossa Senhora, acreditando que Deus abriria os caminhos para a realização deste sonho, e relata:

“Me encontrava diante de um lindo prédio desabitado de dois andares… Entrei e me deparei em uma sala com duas cadeiras. Súbito, surgiu uma lindíssima senhora, em meio a pequenas flores brancas. Vestia alvíssima túnica e, à cintura, uma faixa azul celeste… Logo achei ser Nossa Senhora de Lourdes, pois se vestia igual a imagem da mesma.”

- A linda Senhora estava acompanhada de uma jovem que procurava incutir coragem a Amábile para que prestasse atenção à Senhora que lhe acenava, com as mãos, pois queria falar-lhe.

- Confusa, Amábile ajoelhou-se para beijar-lhe os pés, mas o fulgor não lho permitiu.

- Embora reconhecendo a Virgem de Lourdes, Amábile não conseguiu entender-lhe a linguagem e, num sobressalto, despertou.

SEGUNDA NOITE
- Na noite seguinte, em sonho novamente, a Santíssima Virgem apresenta-se e lhe diz:

“É meu ardente desejo que comeces uma obra.”
“Trabalharás pela salvação de minhas filhas.”

Amábile, extasiada, mal consegue responder:

“Mas como fazer, minha Mãe se não tenho meios e sou tão ignorante e miserável?”

- A Virgem, sem responder, desapareceu... E, neste pensamento, Amábile acordou.

TERCEIRA NOITE
- A Santíssima Virgem, majestosa, apareceu novamente e lhe diz:

“Filha, que decidiste?”

“Servir-vos, minha Mãe! Mas eu não sou ninguém. Contudo, para satisfazer vosso desejo, prometo esforçar-me quanto puder, mas não tenho quem me ajude nesta grande missão” respondeu Amábile, com a certeza fazendo-se luz, em seu coração.

- Neste instante, o Padre Marcelo Rocchi surge em seu sonho, a conversar com Nossa Senhora. Amábile vê, então, a Virgem Santíssima aproximar-se dela e lhe diz:

“Eis aquele que te ajudará”
 “Mais tarde, mostrar-te-ei as filhas que te quero confiar.”

- Nossa Senhora abençoou Amábile que, num enlevo de Paraíso, despertou do sono.

Amábile, passo a passo, com o coração livre e disponível, aceitou o caminho a seguir, conforme o apelo de Nossa Senhora.


- A partir de então, a vida de Amabile confunde-se com a história de sua obra. 
Uma é a mesma história da outra. Não foram unidas de modo forçado e extemporâneo: - as duas formam uma só realidade.

SERVIR A VIRGEM IMACULADA
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Vibrante de alegria, Amábile entrega-se à Mãe Imaculada de Lourdes. Sabe que, na hora certa, tudo se encaminhará dentro do plano de Deus.
Aguarda e confia.


- Um dia em que Padre Marcelo Rocchi foi a Vígolo para celebrar a Missa, Amábile, ainda com os sonhos a lhe iluminar seus pensamentos, tomou coragem e lhe confessou o desejo de dedicar-se ao serviço da Virgem Maria.

- Padre Rocchi tentou fazer com que ela mudasse de idéia, mas ao deparar-se com a Fé e a imensa vontade, luzindo nos olhar límpido da jovem, convenceu-se de que a mão de Deus pairava sobre ela.

- Com Virgínia, Amábile continua vivendo na execução das tarefas de sua missão.

Os vigolanos sentem a presença de ambas, como necessária à própria vida da Comunidade. Percebiam sua dedicação incansável pelas pessoas doentes, pelas crianças, o espírito de oração e a bondade nos seus atos.


TRÍPLICE MANDATO
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- Elas viviam da Eucaristia – Maria, Mãe de Jesus e a Eucaristia são inseparáveis em sua espiritualidade.

“Servir-te minha querida Mãe!”
“Viver a Eucaristia!” - É o Amor serviço.

- A vida de oração e trabalho apostólico, o tríplice mandato recebido do Padre Augusto Servanzi, o sonho com Nossa Senhora, prepararam o grande passo e o momento histórico, que acontecerá em 12 de julho de 1890.

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA NO BRAZIL
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Em 13 de maio de 1888, no Rio de Janeiro, capital do império, a Regente, Princesa Isabel assina a Lei Áurea que declara livre todos os escravos no Brasil (o último país do ocidente a acabar com a escravatura oficial), escravos estes que serão assistidos pela futura Superiora, Madre Paulina.

Princesa Regente Isabel


- A abolição da escravatura não altera a rotina em Vigolo, onde praticamente não existiam escravos, pois a mão de obra era de colonos europeus.

- Nesta época, Amábile incluía, sempre, Virgínia nas atividades para ampliar o campo de ação. Dedicava-se de corpo e alma à caridade, servia consolando e ajudando os necessitados, os idosos, os abandonados, os doentes e as crianças.

- As obras já eram reconhecidas e notadas por todos, embora não soubesse que já se consagrava a Deus.

REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRAZIL
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Em 15 de novembro de 1889, é proclamada no Rio de Janeiro, cidade neutra, pelo marechal Deodoro da Fonseca a República no Brasil, o imperador D. Pedro II é deposto e o exílio da Família Imperial para Europa.

Proclamação da República - RJ

- No Brasil, sob a doutrina Positivista, a divisão entre a Igreja e o Estado.

Marechal Deodoro da Fonseca

- A República faz as coisas mudarem politicamente na Colonia de Nova Trento, agora no Estado de Santa Catarina.


Família Imperial

CUIDADOS COM ANGELA LÚCIA VIVIANI  - O CÂNCER       
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Em princípios e 1890, chegou a Vígolo, uma senhora, Ângela Lúcia Viviani que padecia de câncer. Morava em Salto Baixo, comunidade vizinha a Vígolo.
Apesar de doente, Ângela Viviani gostava de ir a Vígolo visitar sua filha casada.

- Numa dessas visitas, na casa do genro, a doença de Ângela Viviani se agravou e não conseguiu mais se levantar. O mal progredia a olhos vistos.

- Não houve jeito de interná-la em uma localidade com mais recursos. Deste modo, a cancerosa ficava abandonada em casa, pois a filha e o genro tinham de ir para a roça.

- O sogro da filha da doente e o marido da mesma declararam terminantemente que não podiam guardá-la em sua casa, não podendo encarregar-se da necessária e contínua assistência.

Madre Matilde (Virgínia Rosa Nicolodi) recorda com emoção o seguinte:

(...) Surgiu então em várias pessoas, que se interessavam pela doente, a idéia de que éramos nós duas as únicas que deviam sacrificar-se por ela tomando-a conosco, que ainda não tínhamos casa alguma, para servi-la em tudo. Tendo esta idéia tomado vulto nos foi definitivamente oferecida a doente, e nós a aceitamos com grande consolação, esperando com uma certa segurança de que este era o meio empregado por Deus para sairmos de uma vez da casa de nossos pais para ficarmos unidas no exercício da oração e da santa caridade.

MISSÃO EM VÍGOLO
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Amábile e Virgínia foram indicadas pela comunidade para se ocuparem da doente, tomaram para si a responsabilidade de cuidarem de Ângela Lúcia Viviani entre seus outros afazeres.

- A vizinhança ajuda, mas pouco a pouco, a comunidade vai entendendo que essa missão pertencia às duas jovens. O povo lhes confia esta missão.

- Quando soube deste belo gesto de Amábile e Virginia, o Padre Luiz Rocchi, missionário em Nova Trento, teve a idéia de fazer um “Hospitalzinho”, para nele abrigar os doentes.

Em 11 de fevereiro de 1890, em Al Fero (Alferes), depois de um Tríduo de preparação inaugura-se a Gruta e colocaram nela a “Imagem da Virgem Imaculada de Lourdes" (Cf. Madre Dorotéia, Ic. P.22).

O “CASEBRE”
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Perto da Capela de São Jorge, em Vigolo, a beira de um riacho havia um Casebre de 6x4 metros (24 m²), pertencente a um rico comerciante de Tijucas, o Sr. Benjamin Gallotti.

Casebre

- Padre Luiz Rocchi pediu-lhe a doação deste Casebre, o que conseguiu, sem problema, pois não estava nem em uso.

- Amábile e Virgínia recebem a casa e com ela, a Missão de suas Vidas.
A inauguração do ‘Hospitalzinho’ foi marcada para o dia 02 de julho de 1890.

COMUNIDADE DIVIDIDA
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Nesse meio tempo, alguns vigolanos começaram a ver com maus olhos, a iniciativa.

“Lugar de moça é na casa dos pais, é namorar e casar.”

Como entender que as duas se isolassem num casebre, com uma cancerosa?
E se a doença fosse contagiosa?

- Escutavam falar que mais jovens queriam se juntar ao estilo de vida de Amábile e Virgínia.
Então era melhor cortar o mal pela raiz.

Em 02 de julho de 1890, algumas pessoas ocuparam o Casebre para impedir que Amábile e Virgínia com a doente, ali se instalassem.
Por causa das ameaças e desaforos ouvidos, o Padre Luiz Rocchi achou-se por bem, transferir a inauguração.

SAÍDA DA CASA PATERNA
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Era o dia 12 de julho de 1890, está decidido!

- Entra em cena Antonio Napoleone Visintainer, pai de Amábile, “a filha era dele e tinha quem cuidasse dela, mandasse e tomasse decisões”.

- Antonio Napoleone cuidadosamente, põe a doente Ângela Viviani numa carroça de bois e, acompanhado por Amábile e Virgínia, dirigem-se ao ‘Hospitalzinho’.


- Numa região desprovida de casas religiosas e diante da necessidade de cuidar dos doentes, Amábile, aos (25) anos, com a permissão de seu pai e a aprovação do Padre Marcello Rocchi, SJ, junto com sua companheira Virgínia Rosa Nicolodi, marca a saída da casa paterna das duas jovens, e o inicio de uma Obra divina.

- Nascia uma nova Congregação Religiosa.

O "CASEBRE" ONDE AS JOVENS FORAM MORAR
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 No ano de 1890, as duas pioneiras da Obra da Imaculada viveram na oração, na pobreza e no apostolado.

- As jovens passam a morar no casebre chamado de ‘Hospitalzinho São Virgilio’, em Vígolo, um barraco pequeno com um quadro de São Jorge na parede que trouxeram de casa. Ali junto a cancerosa Ângela Lúcia Viviani atuam como enfermeiras. 


O NASCIMENTO DA CONGREGAÇÃO
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Foi com essa espécie de investidura feita pela comunidade cristã de Vígolo, que Amábile e Virgínia deram início, naquele simples casebre, a futura Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição (CIIC), que nos planos do Senhor constitui a primeira Congregação religiosa no Brasil.

- O povo, antes mesmo de ser recolhida a cancerosa, chamou aquele casebre de ‘Hospitalzinho São Virgílio’.

- No Casebre, estão ocupadas com os cuidados à cancerosa.
Seus pais mandavam-lhe a comida, e para a cancerosa, providenciava-a a filha.

- Virgínia era costureira e pensava manter a Obra com trabalhos de costura. As freguesas, porém, sabendo que ela convivia com uma cancerosa, por medo de contágio, ninguém encomendava nada.

- De noite, escutavam os desaforos daqueles que não aceitavam seu estilo de vida: Gritavam palavrões, faziam gestos obscenos, depositavam sujeira à porta do casebre.

- As duas passavam a noite no medo, mas tudo as ajudava a confiarem sempre mais na proteção de Deus.
Com o tempo, as autoridades competentes interferiram e os desaforos terminaram.

- A cancerosa lhes dava muito trabalho: - era o mau cheiro que exalava do corpo da doente, eram as blasfêmias que proferia na sua revolta. Nada estava bom para ela e se divertia, ofendendo as duas enfermeiras, enquanto rezavam.

- A tudo, Amábile e Virgínia suportavam com paciência, pedindo a Deus que tocasse o coração da enferma.

Em setembro de 1891, Ângela Lucia Viviani pediu para se confessar.
Aceitou a vontade de Deus, e faleceu.

Madre Matilde (Virgínia Rosa Nicolodi) recorda com emoção o seguinte:

(...) Surgiu então em várias pessoas, que se interessavam pela doente, a idéia de que éramos nós duas as únicas que deviam sacrificar-se por ela tomando-a conosco, que ainda não tínhamos casa alguma, para servi-la em tudo. Tendo esta idéia tomado vulto nos foi definitivamente oferecida a doente, e nós a aceitamos com grande consolação, esperando com uma certa segurança de que este era o meio empregado por Deus para sairmos de uma vez da casa de nossos pais para ficarmos unidas no exercício da oração e da santa caridade.

- As duas jovens não aceitaram mais voltar para casa paterna.
Sua decisão de se consagrarem à Deus era definitiva.

Nota:
- Essa data, 12 de julho, é considerada como o dia da fundação da obra de Madre Paulina.

HOSPITALZINHO SÃO VIRGÍLIO - OSPEDALETTO
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Amábile não achou que a missão se concluíra com a morte da cancerosa.
Continuaram a visitar os doentes, a cuidar da Capela e da Catequese.
As jovens ensinavam as crianças o catecismo, cantos de Nossa Senhora e pequenos trabalhos, preparando-as para serem futuros camponeses ou donas de casa.

O “Ospedaletto” ou hospitalzinho de São Virgílio (onde hoje existe a réplica) pode ser visto ao centro da foto, entre as árvores em Vígolo.

- A ação de Amábile não ficou só nesse atendimento, morta a cancerosa, recebeu outras mulheres doentes ou idosas, meninas órfãs ou que desejavam preparar-se como futuras mães cristãs.

- O ‘Hospitalzinho São Virgílio’ foi destinado à atenção material e espiritual de doentes e desamparados que por ali aparecessem.

- O ‘Hospitalzinho’ tornara-se o centro da vida, em Vígolo.

ATO DE ABANDONO
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Em outubro de 1890, as jovens Amábile e Virginia fizeram então, oito dias de Retiro, seguindo o método de Santo Inácio de Loyola.

Em 07 de outubro de 1890, já no fim deste Retiro, Amábile Lúcia Visentainer fez um ato de abandono total, nas mãos de Nossa Senhora.

- Padre Marcelo Rocchi, percebendo que Amábile e Virgínia estavam emagrecendo muito, pelas penitências que faziam, ordenou-lhes que moderassem as mortificações.

NOVO MATRIMÔNIO DE SEU PAI
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Em dezembro de 1890, três anos depois do falecimento da esposa, Antônio Napoleone Visintainer casou-se novamente com a viúva Maria Zamboni.

- Assim, Amábile se tornou novamente mais livre para dedicar-se à sua missão evangelizadora.

A NOVA POSTULANTE
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Em 08 de setembro de 1891, um dia abençoado, bate à porta do Hospitalzinho, Teresa Anna Maule. Atraída pelo estilo de vida das duas companheiras, pede para ser admitida ali, no Hospitalzinho para uma experiência semelhante à delas.

Nota:
- Teresa Anna Mauli, nascida em Calliano – Tirol – Itália, a 24 de junho de 1862, era uma imigrante italiana, moradora de Vígolo – Nova Trento.

- Para viver e sustentar a Obra iniciada, Amábile, Virgínia e Teresa faziam os serviços domésticos, trabalhavam como meeiras em roças e na pequena indústria caseira de seda e ainda costuravam para fora.

- Como visitavam os doentes ou os recolhiam no Hospitalzinho São Virgílio, o povo as chamava de “Enfermeiras”.

- A Obra de Deus crescia com reflexos visíveis na vida religiosa da Comunidade vigolana.

AMÁBILE ADOECE
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Em 1891, Amábile adoeceu gravemente; era muito mais fraqueza, falta de vitaminas que outra coisa.
De madrugada, porém, pediu a Virgínia que lhe trouxesse um pouco de água; ardia em febre.

- Certo dia a consideraram, morta, pois perdera os sentidos.

- Com a graça de Deus, Amábile se restabeleceu e continuou seus trabalhos.

“EIS AS FILHAS QUE TE CONFIO”
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Em 1891, depois dos 3 sonhos, Amábile sonha novamente com a Virgem de Lourdes.

- Foi nesta época que recebeu, em sonho, uma revelação.

“Aliás, Amábile viveu a grande tradição dos patriarcas bíblicos, aos quais, Deus manda mensagens, através de sonhos.”

Neste sonho, Amábile viu:

- Num campo coberto de flores, com videiras cheias de cachos de uva madura. Meninas vestidas de branco, corriam pelo campo, brincando felizes.
De repente, surgiu do céu, uma escada feita de nuvens, e nos primeiros degraus, estava Maria Imaculada. Sorrindo, olhou para Amábile e com as mãos indicando as jovens, dizia-lhe:

“Eis as filhas que te confio.”

- Esta revelação foi-lhe de grande conforto, e sempre, nas alegrias e tristezas de seu trabalho, a servia. Estava claro que recebia de Deus, uma missão. Doía-lhe a incompreensão de alguns que não podiam admitir que Deus desse tanta graça, para uma moça tão pobre e ignorante. Porém, nada conseguia fazê-la desistir da obra.
Olhava para o alto, de onde lhe vinha toda a força.

NOVA TRENTO - ESTADO DE SANTA CATARINA
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Em 1892, a Colônia Al Fero (Alferes) no Vale do Rio Tijucas foi batizada como Nova Trento em homenagem à sua região de origem dos imigrantes. Ali estava formada uma Comunidade agrícola e profundamente cristã.


Brasão da cidade de Nova Trento (SC)

Nova Trento - 1925

Em 1893, a pequena Vígolo recebeu a visita de Padre Giuseppe Maria Montero, visitador dos Padres Jesuítas. Já tendo conversado com Padre Marcelo Rocchi, Padre Montero ficou encantado com o estilo de vida e o trabalho das três ‘Enfermeiras’. Prometeu-lhes ajuda e lhes deu a bênção.

A OBRA CRESCE
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Retornando a Nova Trento, Padre Montero julgou que as ‘Enfermeiras’ de Vígolo deveriam ter um espaço melhor para seu trabalho. Este deveria ser estendido além de Vígolo.

- Em Nova Trento, pediu e ganhou um terreno de João Valle e Francisco Sgrott que se transformaram em grandes benfeitores da Obra.

- Foi iniciada logo a construção de uma casa para elas e suas atividades, apesar da severa oposição do novo Superior jesuíta, Padre Giovanni M. Cybeo, que via com maus olhos, o tal de “Hospitalzinho”.

- A Obra, continuou. 


MISSÃO EM NOVA TRENTO - O TRIO
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Em 11 de fevereiro de 1894, à noite, na Festa de Nossa Senhora de Lourdes, Amábile, Virgínia e Teresa partiram a pé, de Vígolo para Nova Trento, indo morar na nova residência para elas preparada.

- Levaram consigo três trouxas de roupas e dois guarda-chuvas.

- Chegaram às três horas da madrugada e dormiram um pouco, sobre algumas tábuas que ali havia.
Aguardaram o toque do sino da Igreja para poderem ir participar da missa que teria início às 05h00.

- O trio fundacional da futura Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição transferiu-se para a sede de Nova Trento, sem abandonar o apostolado na localidade de Vígolo.

- Esta mudança era o início de uma nova vida, especialmente bela, por estarem mais perto da Igreja Matriz, e deste modo, terem à disposição, mais exercícios de piedade cristã.

- Em Vígolo ficaram algumas jovens para cuidar da Capela.

- Aos domingos, Amábile e Virgínia iam até lá, para a catequese infantil e a reunião com a Pia União das Filhas de Maria.

- Em Nova Trento, logo começaram a receber no “Hospitalzinho”, órfãos, idosas, deficientes e abriram ali, uma pequena escola para o ensino do catecismo, a alfabetização e costura.

- Não faltavam calúnias e opiniões contrárias à Obra.

- O Instituto permanecia na extrema pobreza, mas a manutenção não era feita através de esmolas, as primeiras Irmãs, além do cuidado dos doentes, dos órfãos e dos trabalhos da paróquia, para sobreviver deveriam trabalhar como as Irmãs fundadoras na roça, ajudando os colonos no cultivo do milho, do feijão, da mandioca e na pequena indústria de seda, muito conhecida, segundo a tradição Trentina, além da confecção de flores artificiais e trabalho de costura.

No centro de Nova Trento em primeiro plano a igreja do Sagrado Coração de Jesus que teve sua construção iniciada no ano de 1883 e inaugurada em 1886. Em segundo plano aparece uma construção de propriedade das Irmãzinhas da Imaculada Conceição que servia como asilo de idosos. 
O centro da cidade ainda era na praça Galilei Galileu, atual Getúlio Vargas.

- A conselho de Padre Marcelo Rocchi um professor público, Virgílio Fantini, deu-lhes algumas aulas de português durante alguns meses as Irmãs, que falavam praticamente só o Trentino (italiano).

Em 11 de fevereiro do ano de 1895, conforme descreve o Diário Della Residenza, foi feito a bênção do novo Santuário dedicado a Nossa Senhora de Lourdes:

- Bem cedo, muita gente foi à festa da Virgem de Lourdes. Estava lá desde a tarde anterior o Padre Manardi. Foi ainda o Padre Parisi, para ajudá-lo nas confissões. Mais tarde, foram os padres Sabbatini e Rocchi.


Padre Ângelo Sabbatini

- A missa foi cantada "interzo" com o acompanhamento da banda de música de Nova Trento.
Benzeu-se o Santuário, levou-se em procissão a estátua da Imaculada.
Todas as filhas de Maria de várias valadas.

“Entramos na Igreja, o Padre Rocchi disse algumas palavras ao colocar a estátua no nicho da gruta.”

- Todo o povo replicou três vezes:

"E viva Maria"

- Depois, no Evangelho, pregou Padre Manardi.
Após a missa, seguiu-se a bênção do Santíssimo Sacramento.

- Amábile e suas companheiras estavam presentes, pois ajudaram na realização desta obra.

PARTIDA DO PADRE MARCELO ROCCHI
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Foi triste para Amábile, a notícia de que Padre Marcelo Rocchi, seu animador e orientador espiritual fora transferido para São Paulo.

- Foi ele quem lhe arrumara o ‘Hospitalzinho’ de Vígolo, foi ele seu orientador sábio, foi ele quem primeiro as chamou de ‘Irmãs’.

Em 02 de março de 1895, Padre Marcelo Rocchi se despede delas e da Comunidade paroquial e vai para São Paulo, capital.

CHEGADA DO PADRE LUIZ MARIA ROSSI
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Em 04 de março de 1895, dois dias depois, chega à Nova Trento, o Padre Luiz Maria Rossi, novo Superior da Residência dos Jesuítas.

Nota:
- Padre Rossi, de nobre Família de Romagna – Itália, tinha dois irmãos Religiosos Capuchinhos e quatro irmãs Religiosas.

- De início, Padre Luiz Maria Rossi não teve a melhor impressão das ‘Enfermeiras’ e seu trabalho.

- Elas porém, cheias de esperança, foram visitá-lo para expor-lhe seu trabalho e pedir-lhe que fosse seu diretor espiritual. O Padre respondeu-lhe secamente que veio cuidar de uma paróquia e não delas e que não fazia a menor diferença entre elas e os outros leigos.

- Isso doeu no coração de Amábile.

- Padre Rossi não viu nada de especial em sua vida comunitária, nas órfãs, nos doentes acolhidos, nos idosos amparados, na pequena escola, no seu trabalho infatigável, dia e noite.

A OBRA CONTINUA
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Já eram três Irmãs, três Noviças e mais seis candidatas, decididas a assumir a forma de vida consagrada a Deus e a serviço aos irmãos.

- Amábile esperava tudo de Deus e não se impressionava com aquilo que aparentemente era fracasso.

- Sem dúvida, Amábile vislumbra-se aqui um forte apelo de Deus para as duas jovens.
Vigilantes buscam como concretizar em suas vidas, os apelos de Jesus na realidade vigolana.
O que as motiva e as prende nesta atitude de resposta e motivação constante, para direcionar suas vidas, nesta caminhada toda empenhada a serviço do Reino.

- Em Nova Trento, como em Vígolo, continuam acolhendo pessoas doentes, idosas, sozinhas, crianças órfãs.
É o ensino do catecismo, e com ele, os primeiros passos na leitura, na escrita, nos cálculos; para as meninas, noções de costura, cozinha, flores. Uma verdadeira escolinha para a vida!

- As pessoas acolhidas e que tinham possibilidade, ajudavam na manutenção de todas e trabalhavam com as Irmãs.

- Louvavam a Deus com grande alegria, partilhavam a comida conforme a necessidade de cada pessoa, angariavam a simpatia da região e, muitas jovens iam se associando a elas.

- Amábile era sempre a primeira a levantar e a última a deitar. Animava as jovens que a ela se associavam na obra da Imaculada, com sua presença determinada e palavras de encorajamento.

“Façamos tudo por Nosso Senhor.”
 “Enquanto trabalhamos, cantemos hinos a Jesus, a Maria e José. Vamos ensaiando para cantar bonito nas orações e na Igreja.”



VISITA DO BISPO
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No ano de 1895, Santa Catarina, e em especial Nova Trento receberia, pela primeira vez, a visita de um Bispo, na pessoa de Dom José de Camargo Barros – Bispo do Paraná e Santa Catarina.

- Como Dom José conhecia o Padre Luiz Maria Rossi, pediu-lhe que o acompanhasse nesta viagem.

MEMORIAL A SÃO JOSÉ
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Padre Rossi chamou Amábile para uma conversa particular. Pediu-lhe que rezassem muito pela Visita Pastoral.
E mais: - que escrevessem um ‘Memorial’ a São José, pedindo-lhe a graça de serem recebidas na Vida Religiosa.

São José

- A esperança se confirma no coração de Amábile e suas companheiras.

- Amábile varou a noite com as companheiras para colocar no papel seu único desejo: - tornar o hábito de uma congregação religiosa.

Em 19 de março de 1895, o Memorial foi escrito.

- Virgínia escreveu o Memorial a São José e colocou debaixo do quadro que haviam trazido, desde sua casa, estava fixado o pedido que sempre repetiam:

“São José, pensai vós, por nós!”

- São José as protegera em Vígolo, continuava, com elas, em Nova Trento.

- Nos meses seguintes, a oração era redobrada. Amábile esperava na visita do Senhor Bispo, o momento da aprovação divina.

- Ainda durante a viagem do Bispo, Padre Rossi fala ao Prelado sobre a idéia das 'Enfermeiras' de fundar uma congregação religiosa.

- Dom José não gosta, franze a testa e responde:


"Essas novas congregações, muitas vezes, são frutos de fantasias exaltadas."

- O Padre Rossi não se impressiona. Acha até que o Bispo está brincando.

CHEGADA DO BISPO A NOVA TRENTO
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Em 17 de agosto de 1895, Dom José de Camargo Barros, Bispo de Curitiba, Província do Paraná, chegou a Nova Trento e foi recebido festivamente pelo povo e banda.

Dom José de Camargo 
Bispo de Curitiba

- A mão de Deus vai traçando as linhas da Obra de Amábile.
Apenas chegado, Padre Rossi fala a Amábile:


Precisamos de muita oração, minha filha. Muita oração. O Sr. Bispo vem resolvido a mandar todas voces para casa.

- Amábile recebe um choque. Abaixa a cabeça numa prece silenciosa.

Mas não podemos desanimar, continua o Padre.


Amábile se dirija ao Professor Fantini, pedindo-lhe que a auxilie a redigir uma carta ao Bispo, pedindo a aprovação de sua Congregação.

- Observando humanamente, era uma surpresa essa mudança do Padre Rossi, em relação ao grupo de Amábile e seus trabalhos.

- Para Amábile, nada surpreendia.
Tinha certeza de não ter sido enganada, na revelação que tivera em sonhos.

Em 19 de agosto de 1895, as 14:00 horas, Amábile e suas companheiras são recebidas em audiencia por Dom José de Camargo Barros.
Ela cai logo de joelhos e pede, em nome de todas, autorização para constituirem-se em uma comunidade religiosa.
O Bispo recebeu o humilde pedido das três ‘Enfermeiras’ e ‘Noviça’ que o esperavam.
O Prelado é todo bondade. Ele bem que está resolvido a fechar o hospitalzinho, a mandar para a casa dos pais todas aquelas jovens.  
Mas o Bispo é prudente, não se manifesta. Faz perguntas.
Ao despedir-se, fala:


Minhas filhas amanha irei pessoalmente visitar sua casa e depois darei resposta a seu pedido. Por hora recebam a minha Benção.

- No resto da tarde e durante a noite, no hospitalzinho, ninguém descansa. Todas a moças e de mode especial Amábile, Virgínia e Tereza, vivendo a expectativa, trabalham e rezam. São José cujo o quadro trazido de Vígolo lá se encontra, nao pode falhar.

Em 20 de agosto de 1895, no dia seguinte, o Bispo acompanhado de seu secretário o Padre Alberto José Gonçalves (futuro Bispo de Ribeirão Preto), acompanhados pelas autoridades da vila, dos padres ...
O Bispo está disposto a desmantelar aquele castelo de Amábile e suas companheiras. Há na comitiva quem lamente e quem queira velas humilhadas.

- Dom José entra no rancho de madeira. Elas estão de joelhos. O Prelado ordena que se levantem. Percorre as poucas e pequenas peças da diminuta casa. O que vê é só pobreza e simplicidade. 

- Súdito, dá de frente com o quadro de São José na parede. São José o seu padroeiro.
Comove-se o coração daquele Pastor.

- O improvável acontece em Nova Trento.

No dia 25 de agosto de 1895, Dom José de Camargo Barros lavra o histórico documento: - a Provisão que aprova a existência regular daquela comunidade, a ereção da que intitulou:

“PIA UNIAO DA IMACULADA CONCEIÇAO”.

“- Damos a nossa aprovação a esta Comunidade para que tenha vida regular.”

AS TRÊS COLUNAS DA OBRA
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O Bispo Dom José, faz mais, ficou impressionado com o que viu; e não apenas deu seu consentimento para que a comunidade se tornasse uma congregação, como autorizou formalmente o Padre Luiz Maria Rossi, SJ, o novo superior da residência dos Jesuítas, a receber os votos das três jovens:


V. Revma, tem todas as faculdades as faculdades canônicas, para receber em tempo oportuno, os votos das três primeiras irmas, e escolher o hábito na nova Congregação.

Amábile, Virgínia e Teresa, consideradas a partir de então, as três colunas da Obra da Imaculada Conceição.”

- A Igreja recebia como sua, a obra de humildes camponesas, a Obra de Caridade iniciada cinco anos antes na comunidade de Vígolo e continuada em Nova Trento.

A OBRA É OFICIAL
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O pequeno grupo, que se formara em torno de Amábile em Vígolo e se havia transferido a Nova Trento, agora era oficial.

- Com a orientação dos jesuítas, especialmente Padre Marcello Rocchi e Padre Luigi Maria Rossi, a Congregação foi se firmando.

Nos meses seguintes, Amábile, Virgínia e Teresa, colocam-se “mãos à obra”, viveram em uma espécie de euforia com os preparativos.

O HÁBITO
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- Diz Padre Rossi:


"Hábito preto com uma faixa azul, em homenagem a Nossa Senhora Imaculada, a Padroeira da Congregação. Que acham!"


"Ótimo Padre, mas e o modelo?"

O Padre Rossi tira do Breviário, que traz nas mãos, uma estampa de Santa Margarida:


"Olhem aqui está o modelo. O hábito de Santa Margarida. Reparem bem como está feito. Fácil de imitar, não é?"


"Parece que sim, Padre!

- São hábeis costureiras, mas levam quatro meses para confeccionar os hábitos."

Santa Margarida

- Muita oração, trabalho, sacrifícios, dedicação aos doentes, órfãos e pobres. Junto com isso, a preparação para os Votos Religiosos para definir a opção pela Vida Religiosa Consagrada.


- Quatro meses de noviciado. Noviciado intenso durante o qual aprendem as sábias lições de espiritualidade, ministradas por Padre Rossi.

- Ao terminar a Pregação do retiro preparatório a vestição, o Padre Rossi ordena-lhes:

Agora vocês vão juntas visitar cinco Famílias principais da vila. Peçam esmolas e desculpas pela pouca edificação, porventura, vocês tenham dado ao povo...

PRIMEIROS VOTOS
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Surge o primeiro convento no meio daquele sertão catarinense. Tudo genuinamente brasileiro.

No dia 07 de dezembro de 1895, 10:00 horas da manha, a Cerimônia da Profissão Religiosa, este grande dia, na simplicidade da Capela do Hospitalzinho de Nova Trento (atual Casa Relíquia São José) no Centro de Espiritualidade da Imaculada Conceição, reúnem-se:

- As novas Irmãs, as Noviças e as Filhas de Maria, todos os Familiares, toda a população de Nova Trento e Vígolo no Estado de Santa Catarina, no Sexto Ano da República.

- Padre Rossi, dá início a cerimonia. Benze os hábitos, os véus, os crucifixos, sob o olhas atento e indagador  de todos.
Entrega as vestimentas as três candidatas que se afastam e retornam revestidas do santo hábito.
Os familiares, o povo tem a impressão que as três rudes coloninhas, são outras, em sua imagem angelical, três 'Santas' no altar.

A emoção é total.

- O Padre Rossi começa a Santa Missa. É missa diferente. Não há sermão após o Evangelho.

- Pouco antes da comunhão, dentro da Celebração Eucarística, cada uma delas proferiu os Votos Religiosos, um juramento diante de Deus e da Igreja, de viver em obediência, pobreza e castidade.

Eram assim, todas de Deus e todas do povo e, para sempre.

- Prostadas diante do altar, receberam seus novos nomes religiosos. Conforme o costume da época, assumiram um novo nome, fato esse que incluía uma espiritualidade, uma consagração.

Amábile Lúcia Visentainer, então com (29) anos, tomou o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus;
Virgínia Rosa Nicolodi, o nome de Irmã Matilde da Imaculada Conceição;
Teresa Anna Maule, o nome de Irmã Inês de São José.

- Nos três nomes as grandes devoções da Congregação:

Jesus, Maria e José, a Sagrada Família.



- Amábile, Irmã Paulina tinha muito claro o motivo do novo nome, pois era o modelo de vida que ela adotara:
Paulina pelo desejo de seguir os passos de São Paulo fazendo com que Jesus fosse “conhecido e amado por todos em todos os lugares”;
O coração agonizante de Jesus era sua sintonia com o Cristo: - no sofrimento, como oferenda em favor dos irmãos.

Tudo aconteceu levado por um grande amor a Jesus, que o contempla cheio de misericórdia e ternura para com todos os pecadores que a ele recorrem, a ele se voltam e nele esperam paz e perdão.


As três primeiras Irmãzinhas
Paulina do Coração Agonizante de Jesus, ladeada por Matilde da Imaculada Conceição e Inês de São José

Em 08 de dezembro de 1895, dia seguinte, na Festa da Imaculada Conceição, as três Irmãs Religiosas foram apresentadas ao povo, na Igreja Matriz de Nova Trento.
Muita alegria para aquele povo simples, sofrido - imigrantes ou descendentes deles.

Igreja Matriz São Virgilio - Nova Trento

- Lá estava Antonio Napoleone Visintainer, o pai de Amábile, orgulhoso de sua filha, agora Irmã Paulina, Fundadora de uma Congregação Religiosa – nascida na pobreza de Vígolo Vattaro e Nova Trento.

- Padre Marcelo Rocchi, de Itú – SP, escreveu parabenizando as Irmãs da Imaculada Conceição.
Lembrou-as do início:

“Compromisso com os doentes, a catequese, a capela, o casebre (...)
Era esta a sua vocação.”

CO-FUNDADORES
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Padre Luiz Maria Rocchi, foi quem recebeu os Votos das Irmãs: - Paulina, Matilde e Inês, em nome da Igreja.

- Como vimos, os Padres Jesuítas estão sempre junto à “novel” Congregação, como orientadores espirituais, incentivadores de novos passos, críticos de iniciativas, mas acima de tudo, como presença amiga.

Entre eles, os dois que podemos considerar co-fundadores, os Padres:
- Marcelo Rocchi (1877 – 1895) e
- Luiz Maria Rocchi (1895 – 1921).

Cada um deles, no respectivo período, ajudou muito à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição (CIIC), em Nova Trento – SC e em São Paulo – SP.


MUITO TRABALHO - NOVAS NOVIÇAS
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Em 1896, no ano seguinte à oficialização da Congregação, cinco noviças recebem o hábito religioso. Era um novo reforço para a obra recém-fundada, um auxílio vigoroso para a ação junto aos doentes, órfãos e idosos.

- Amábile, que já era a Irmã Paulina, passou a ser tratada como Madre Paulina. A Congregação continuou crescendo.


Nos idos de 1898, Irmã Paulina acolhia mais orfãzinhas sob os seus cuidados. As bocas na mesa eram numerosas e os mantimentos escassos, o que a obrigou a adquirir uma colônia de terras para o cultivo.

A pobreza é imensa, mas as vocações crescem (...)

- Para se sustentar, as jovens continuam a trabalhar na roça à meia, ou seja, metade da produção fica com elas, e metade com o proprietário, e a comida é pirão de farinha com suco de limão.

- Irmã Paulina, como legitima agricultora, e suas companheiras, levantavam-se de madrugada, dedicando o novo dia à oração. Ao clarear o dia, saiam para a roça com as oito meninas. Lá pelas oito horas era levada uma refeição às trabalhadoras.

Nota:
- Irmã Fulgência, que faleceu com mais de 90 anos de idade, recordou esses fatos e nos dizia que Madre Paulina, vendo as pequerruchas comer com grande apetite o pirão branco com chá, corriam-lhe as lágrimas pela face e dizia:

“- Corta-me o coração o não poder dar-lhes coisa melhor para comer.
Ajudem-nos no trabalho para poder pagar as dividas e quando vocês forem Irmãzinhas, enviá-las-ei às Índias e até o Alasca."

Moinho de milho operado pelas irmãzinhas

SÉCULO XX

JÁ SÃO 20 RELIGIOSAS
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Em 1900, na passagem do século, cinco anos depois de constituída, a Congregação chegou a 20 Religiosas, número expressivo entre as 62 Congregações existentes nos Estados do Paraná e Santa Catarina.


A ESTRUTURA DA CONGREGAÇÃO
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Grande desejo de Irmã Paulina era organizar Missões com suas Irmãzinhas.
Com esse crescimento da Obra de Deus, foi necessário organizar melhor alguma estrutura, especialmente dando às Irmãs e Noviças condições de formação.

- Foi então, comprado um terreno em Vígolo, ao lado do "Casebre" (Hospitalzinho São Virgílio) e nele foi construída uma nova casa onde as Irmãs, Noviças e Postulantes pudessem ter vida própria.

- Irmã Paulina fixou residência em Vígolo e alí, passou três anos, ocupada nos serviços domésticos e nas roças alugadas ou doadas, bem como, na formação das futuras Irmãs.

- Irmã Paulina não perdia a coragem diante das dificuldades. Continuava suas iniciativas para manter as duas Comunidades: - Vígolo e Nova Trento.

VOTO DE CARIDADE
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Em 1901, Irmã Paulina dá mais um passo decisivo, em sua consagração pessoal:

 - Assume viver continuamente na “caridade interna e externa” promessa ou voto que cumprirá até a morte.


- Seu projeto de Vida será mais do que nunca, conquistar o amor, sem reservas.
Ela entendeu muito bem sua missão de Fundadora da CIIC, desde o pedido de Nossa Senhora de Lourdes:

“Quero que comeces uma Obra!”

- Conservou viva a aliança feita:

“Servir-te minha querida mãe, para que tu me ajudes a ser toda de Jesus, teu Filho, a quem entrego minha vida, pelos votos de castidade, pobreza e obediência, por toda a minha vida! Perpetuamente servir-te, com ternura e compaixão, nas pessoas que colocares no meu caminho.”

- Assim era a vida desta mulher tão humilde, tão humana, tão perto do povo que poderíamos dizer:

- Era toda de Deus. Viver assim é viver a Eucaristia, sua espiritualidade marcante.

A PROVIDENCIA DE PADRE LUIZ MARIA ROSSI
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Em 1902, Padre Luiz Maria Rossi recebeu a notícia de que no ano seguinte, seria transferido para São Paulo.

- Avisado com certa antecedência, Padre Rossi aproveitou o tempo em preparar as Irmãs para novas circunstâncias de vida e fortalecer Irmã Paulina no trabalho e na formação.

- Deveria ela, assumir deveras, o Governo da Congregação.

O PRIMEIRO CAPÍTULO  
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No mês de novembro de 1902, Irmã Paulina, ajudada pelo Padre Rossi, envia a ‘Carta Circular’ a todas as Irmãs, a “primeira de sua história”, na qual exalta a Obra de Deus que se serviu de pessoas que o mundo achava ignorantes, para construir uma obra que se dedica à evangelização do povo.

- O Padre Luiz Maria Rossi, SJ, era quem possuía todas as faculdades para a direção das Filhas da Imaculada Conceição. Ele cuidou de modo exímio da organização jurídica da nova Congregação.

- Estando perto de partir para São Paulo, Padre Luiz Maria Rossi programou e realizou um retiro espiritual para todas as Irmãs Professas.

- No final deste retiro, Padre Rossi convocou todas as Irmãs para elegerem um Governo Central para a Congregação.
Era o Primeiro Capítulo da Congregação.

IRMÃ PAULINA ELEITA SUPERIORA GERAL, “AD VITAM”
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Em 02 de fevereiro de 1903, Irmã Paulina foi eleita Superiora Geral “Ad Vitam” isto é, por toda a Vida.

- Votaram 21 Irmãs, passando a ser chamada ‘Madre Paulina’.

Nota:
- A gestão de Madre Paulina durou 6 anos, durante os quais, com o afluir de vocações, a Fundadora pôde realizar a fundação de outras quatro Casas no Estado de São Paulo.

Expansão da Obra

Como Fundadora e Superiora Geral de uma Congregação Religiosa, a serviço do Reino, preocupa-se em expandi-la.

DE VIGOLO PARA O MUNDO
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Madre Paulina vai realizar a segunda grande viagem em sua vida, e esta, sem dúvida, não menos difícil e exigente do que a primeira, quando de sua saída da terra natal – Vígolo Vattaro, no longínquo continente europeu, em 1875.

Incansável em seu zelo missionário, estamos a vê-la, agora, na Colina do Ipiranga – São Paulo – SP, o centro urbano, longe da sua pequena Nova Trento – SC.

PARTIDA DE PADRE LUIZ MARIA ROSSI
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Em fevereiro de 1903, Padre Luiz Maria Rossi, SJ, Pároco de Nova Trento desde 1895, é nomeado Superior da Residência de São Paulo e transferido para São Paulo, mas não esqueceu as Irmãs de Nova Trento, das quais fora o organizador, o estruturador, o dinamizador, o diretor espiritual, fatos estes que lhe mereceram o título de:

“Nosso Padre Fundador”.

- Encontrando-se em São Paulo, pensou como fazer para expandir esta Congregação.

- Certo dia Padre Rossi saiu a passeio com o Padre Justino M. Lombardi, Superior dos Jesuítas em São Paulo (SP). Andaram pela Colina do Ipiranga, hoje grande Bairro da Capital Paulista.
Na Colina, observaram uma pequena Capela e a seu lado algumas casinhas.
De repente, Padre Lombardi voltou-se para o Padre Rossi e disse:

“Porque não convidar as Irmãs de Nova Trento para virem a São Paulo e ajudá-las a instalar-se no Ipiranga.”

E para espanto do Padre Rossi, concluiu:

“Como ficariam bem neste lugar, as suas Irmãs de Nova Trento!”

- Imediatamente Padre Rossi procurou o proprietário do terreno, Dr. José Vicente de Azevedo, então Deputado Estadual, que, já pensando numa obra social para os descendentes dos escravos abolidos e seus filhos, prontificou-se em doar parte daquelas terras e ainda pagar as despesas da viagem das Irmãs, de Nova Trento (SC) para São Paulo (SP).

- Diante da bela proposta, Padre Rossi escreve à Madre Paulina, dizendo-lhe que venha para São Paulo, trazendo consigo as Irmãs:
- Serafina da Santíssima Trindade (Linda Tommazini),
- Luiza de Jesus Crucificado (Joana Bottamedi) bem como, a
- Postulante Josephina Pereira Gonçalves (mais tarde Irmã Miguelina Maria do Coração de Jesus)

Nota:
- A Postulante era a única que falava português por ser filha de brasileiros, natural de Itajaí – SC, e treinou o idioma as demais.

MISSÃO EM SÃO PAULO
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Em junho de 1903, a carta de Padre Rossi chegou, quando Madre Paulina abriu a carta com o convite para abrir uma casa em São Paulo, teve momentos de alegria, pois era a ocasião de expandir a Obra da Imaculada Conceição. De outro lado, porém, seu coração ficava dividido. Como deixar as Irmãzinhas e as Formandas e ir para tão longe, depois da fundação das Casas de Nova Trento e Vígolo – SC.

- Contudo, Madre Paulina diz "Sim" ao chamado para São Paulo.
Foi um ato de obediência à vontade de Deus.


Ela se conhecia como uma pessoa simples, tão pobre, praticamente sem instrução, ter que enfrentar a cidade grande; ela que, sempre enfrentara plantações de milho, de feijão, o mundo rural.


PARTIDA DE NOVA TRENTO - ESTADO DE SANTA CATARINA
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Em 17 de julho de 1903, Madre Paulina parte, acompanhada pelas Irmãs Luiza e Serafina e a Postulante Josefina Pereira Gonçalves e o Sr. Napoleone Visintainer (pai de Madre Paulina), que não quis deixar a filha viajar sozinha para o desconhecido.

ITHAJAY - ESTADO DE SANTA CATARINA
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- Viagem difícil, feita de carroça de Nova Trento ao porto de Itajaí, de navio partiram até a cidade de Santos (SP).


SANTOS - ESTADO DE SÃO PAULO
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- Chegaram ao porto de Santos (SP) e de trem até São Paulo capital.

SÃO PAULO – ESTADO DE SÃO PAULO
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Em 22 de julho de 1903, Madre Paulina, as irmãs e o Sr. Napoleone chegaram a Estação Ferroviária da Luz na capital paulista.

Estação da Luz - São Paulo

- Tudo é novo e instigante para Paulina.

- O Padre Gaetano Benvenutti, SJ, foi quem as recebeu e encaminhou o grupo, pensando na bobagem que Padre Rossi fizera, trazendo-as para a cidade grande.
Porém, depois de alguns anos, vendo o progresso da Congregação, convicto e emocionado, exclama:

“Verdadeiramente, a vossa Congregação não é invenção humana, mas Obra de Deus.”

O INÍCIO NA CAPITAL PAULISTA
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Madre Paulina segue o conselho do Padre Luiz Maria Rossi e a ajuda de benfeitores em especial do Conde Dr. José Vicente de Azevedo.

Nota:
- O Conde José Vicente de Azevedo, senador da República, com uma atuação tão significativa para o desenvolvimento do bairro, o Conde deixou sua marca no Ipiranga, figurando entre as várias personalidades homenageadas com seus nomes nas ruas da região.

Conde José Vicente de Azevedo

- Dentre as obras do conde, está o Instituto Sagrada Família, de 1901, asilo destinado a abrigar ex-escravos velhos e doentes, instalado em uma área de 24 mil m² na Avenida Nazaré, na época altura do número 24 (hoje 470). Na mesma área ergueu-se o Santuário da Sagrada Família e, ao lado do templo, um alojamento que em dezembro de 1903 (ano de inauguração do santuário) recebeu as primeiras irmãs da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, dentre elas a chefe da congregação, Madre Paulina.

- No Ipiranga, Madre Paulina, e suas três companheiras hospedam-se com as Irmãs do Bom Pastor que lhes oferecem afetuosa acolhida, até que o Dr. José Vicente de Azevedo lhes disponibilizasse a nova residência, junto à Capelinha da Colina do Ipiranga.

- Como o tempo vai passando, Madre Paulina dirige-se ao benfeitor e coloca-lhe a data limite para a transferência, que seria o dia 07 de dezembro. Estamos em 1903.

E assim aconteceu.

COLINA DO IPIRANGA - SP
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Em 07 de dezembro de 1903, Madre Paulina e suas companheiras dirigem-se a pé, para a nova realidade, levando consigo, os poucos pertences e um imenso amor pelos pobres abandonados aos quais se dedicariam.

Museu do Ipiranga - 1902

- Sua residência própria passou a ser um corredor nos fundos da Capelinha do Ipiranga que se encontrava em estado precário de conservação. Anexo à capela havia dois pequenos quartos, um dos quais era ocupado por um casal de negros, ex-escravos.

Baixada do Rio Ipiranga

- Essa Obra recebeu de início, meninas órfãs, filhas de ex-escravos e depois também, pobres negros idosos, ex-escravos abandonados, devido a Abolição da Escravatura (1888).

No alto da Colina do Ipiranga, o pequeno grupo de Madre Paulina lança a semente, em terra fértil da humildade.

ASILO SAGRADA FAMÍLIA – SP
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Em 08 de dezembro de 1903, dia seguinte à sua transferência para a Capelinha da Colina, Dia da Imaculada Conceição, Padre Luiz Maria Rossi, preside a Celebração da Primeira Missa para a Comunidade das Irmãzinhas.

- Foi motivo de muita alegria.

- As Irmãs do Bom Pastor, desconfiadas de que as Irmãs neo-trentinas não tivessem o que comer, enviaram-lhes, como presente, uma galinha assada e pão.
Que festa!


“Vede como é bom e agradável viver a fraternidade!”

Sim, porque a Celebração da Eucaristia é festa, é partilha, é a missão celebrada.

- Madre Paulina e sua Comunidade fundam ali, na Colina do Ipiranga o Asilo Sagrada Família.

Asilo Sagrada Família - SP

Nota:
- Colina do Ipiranga, assim era chamada a região onde, em 07/09/1822, fora proclamada a Independência do Brasil de Portugal, por D. Pedro I.


Dom Pedro I

Independência ou Morte - 1888
Pedro Américo - óleo sobre tela

- Esta instituição existe atualmente com o nome de Educandário Sagrada Família, situado à Avenida Nazaré, 470 – Ipiranga - São Paulo – SP, atendendo crianças e adolescentes.

- As Irmãs enfrentaram muitas dificuldades para a inserção na cidade, devido ao pouco conhecimento da língua portuguesa e a pobreza de recursos. Contudo a Fundadora, com seu grande senso de organização e notável espírito empreendedor, possui humilde liberdade de ação, diante das próprias possibilidades e as exigências das autoridades.

O Espírito de Deus que atua no ser de Madre Paulina, inspira-lhe prudência e determinação.

- Ao Dr. Conde José Vicente de Azevedo, doador do terreno e moradia, Madre Paulina expôs com clareza, as condições com relação à disponibilidade das Irmãs e pediu que a Obra ficasse, completamente, sob a direção das mesmas.

- Os anos passavam ligeiro para o tamanho do ardor missionário da Fundadora Madre Paulina e suas co-irmãs.

Madre Paulina, apesar das dificuldades, sente forte o apelo de Deus, para evangelizar. Abre seu coração à oração e ao atendimento às pessoas pobres que vivem à margem da classe dominante da época (...)

- Graças à influência do Padre Luiz Maria Rossi como Superior da Igreja São Gonçalo na Capital Paulista e seu zelo missionário, exercido no interior do Estado, como também, graças à benevolência dos Bispos, Madre Paulina pode realizar novas fundações.

A semente cresce viçosa, dá frutos, alcança outras cidades do interior de São Paulo, de onde surgem novas vocações para a Congregação.

SANTA CASA DE BRAGANÇA PAULISTA - SP
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Graças à influência do Padre Luiz Maria Rossi como Superior da Igreja São Gonçalo na Capital Paulista e seu zelo missionário, exercido no interior do Estado, como também, graças à benevolência dos Bispos, Madre Paulina pode realizar novas fundações.

Santa Casa

Em agosto de 1905, em São Paulo, foi aberta uma Comunidade para assumir trabalhos de enfermagem e coordenação da Santa Casa de Misericórdia da cidade de Bragança Paulista – SP.

A “”BENFEITORA“”
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A Ordem recebe ajuda de Dona Anna Brottero de Barros, a filha de uma Família tradicional e rica de São Paulo, era casada com Francisco Aguiar de Barros, filho do dr. Francisco Aguiar de Barros e de Maria Angelica de Sousa Queiroz Barros.

- Anna Brottero era conhecida do Padre Rossi, de Dom José de Camargo Barros (desde 1903, Bispo na capital de São Paulo), e mais tarde, Dom Duarte Leopoldo e Silva.

Em dezembro de 1908, Anna Brottero de Barros se transformou em benfeitora do Asilo da Sagrada Família, administrado pela Congregação.

- Em sua simplicidade e humildade, Madre Paulina e suas Irmãs permitiram a Dona Anna imiscuir-se em assuntos internos da Congregação, tendo como resultado, muitos sofrimentos.

- Anna Brotero foi nomeada Presidente da Instituição da Sagrada Família – Mantenedora do Asilo. Considerava-se autorizada a fazer e desfazer o que as Irmãzinhas faziam, interferindo em tudo.

- Anna Brottero de Barros se aproximara da Congregação como grande benfeitora, pouco a pouco, passou a sentir-se credora de direitos junto às Irmãzinhas. Nesta posição, passou a querer governar o Asilo Sagrada Família e intrometia-se na vida interna da Congregação. Era uma presença contínua entre as Irmãzinhas, as quais, tímidas e de pouca cultura, não percebiam as dificuldades que tal relacionamento e liberdade lhes poderiam trazer, pelo futuro adentro.

- Era notório e surpreendente o crescimento da Congregação, sobretudo nos Estados de Santa Catarina e São Paulo.  As Irmãs assumem missões evangelizadoras onde lhes for possível: - na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs. A influencia da Congregação cresce, o apostolado floresce.
Tudo caminhava bem.
Só faltava a manifestação do ódio, da inveja, do ressentimento...


- Ela chegou logo.

ATRITO COM D. ANNA BROTTERO
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Neste contexto de relacionamentos e outras dificuldades de ordem administrativa e de manutenção, surgem mal entendidos, julgamentos infundados; somaram-se e avolumaram-se preconceitos, criou-se insegurança entre as Irmãs.
Surgem desentendimentos entre as Irmãs que não conseguiam perceber bem, onde se situava a fonte desta problemática.

- Como tinha prestígio junto à cúpula da Igreja, Anna Brottero queria ser consultada sobre todos os assuntos do asilo e até na ordem interna das Irmãzinhas.

- Madre Paulina, era humilde, mas conhecia seus direitos e obrigações. Sabia do Contrato de 1903 ao aceitar a Obra e, mais ainda, era Superiora Geral e Fundadora, devendo defender os direitos da Congregação.

- Madre Paulina sofre com infâmias de Anna Brottero apoiada por algumas religiosas.

Em janeiro de 1909, Dona Anna Brottero de Barros diante da intriga que se estabelecia, deixou de aparecer no Asilo Sagrada Família. Dom Duarte Leopoldo e Silva, o Arcebispo, que a estimava profundamente, ficou desgostoso e achou que deveria tomar uma atitude exemplar.

- Madre Paulina começou a compreender a gravidade da situação sobre o qual se delineavam os fatos.

CASA DE SAÚDE - SP
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Nesta época, foi aberta a Comunidade a Casa de Saúde “Dr. Homem de Mello”, situada no Bairro das Perdizes, na cidade de São Paulo – Centro, destinada a doentes mentais.


O Dr. Homem de Mello, proprietário, irmão do Bispo de São Carlos e intermediado pelo Padre Rossi solicita a Congregação assumir a instituição, que é aceito por Madre Paulina, com a anuência do Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva. Este advertiu Madre Paulina e suas Irmãs sobre as dificuldades inerentes a esta Obra e que, portanto, exigiria muita coragem.

Dr. Homem de Mello

Em 22 de fevereiro de 1909, Madre Paulina acompanhou as Irmãs na abertura da Casa em Perdizes, permanecendo com elas, durante alguns dias.
As Irmãzinhas permaneceram nesta Obra até o ano de 1932.

SANTA CASA DE SÃO CARLOS DO PINHAL - SP
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Em março de 1909, Madre Paulina assume nova Comunidade, a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos do Pinhal, interior de São Paulo, a pedido do Bispo Dom Joaquim Marcondes Homem de Mello.

Câmara de São Carlos do Pinhas

- Esta Santa Casa é um Hospital, onde as Irmãs deviam exercer serviços de enfermagem e cuidados gerais dos doentes.

SEM AUTONOMIA
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A Congregação de Madre Paulina, denominada como: - “Filhas de Maria Imaculada”, não sendo ainda de Direito Pontifício, exigia à Madre Fundadora, agir sempre com a licença do Arcebispo de São Paulo Dom Duarte Leopoldo e Silva, e também, com a aprovação do Padre Luiz Maria Rossi, seu orientador espiritual e assessor.

O CRESCIMENTO DA CONGREGAÇÃO
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Além destes primeiros pedidos de Irmãs para a abertura de novas Comunidades, assumindo novas obras assistenciais e evangelizadoras, Madre Paulina recebeu mais 06 (seis) pedidos para os Estados de Santa Catarina e São Paulo, ainda na década de 1900/ 1909.

- O trabalho de Madre Paulina aumentava sempre mais, a cada fundação que realizava, pois havia a exigência da organização da Comunidade Religiosa, a necessidade de orientação e animação das Irmãs para as novas realidades da missão.
Além disso, não podia ela, esquecer-se das queridas Comunidades de Nova Trento e Vígolo, onde estava situada a Casa-Mãe, berço da Congregação.

- Preocupava-se em enviar auxílio para as Irmãs e Formandas e confiava nas Superioras e Formadoras que deixou em Santa Catarina, especialmente, em Irmã Vicência Teodora da Imaculada Conceição (Sabina Angela Bottamedi).

A INTRIGA                                                                         
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Em agosto de 1909, pessoas estranhas, apoiadas por algumas religiosas e pela maior autoridade eclesiástica local, intrometeram-se nos assuntos internos da Congregação e conseguiram que, por decisão de um manipulado Capítulo Geral, Madre Paulina fosse deposta do cargo de Superiora Geral e substituída por uma nova superiora.

- A humildade e obediência de Madre Paulina vão ser testadas até onde muitos poucos puderam suportar...




Madre Paulina aproxima-se da plenitude de sua existência. Falta-lhe agora, a prova de fogo para tornar-se a joia primorosa, incrustada no Coração Amante de Jesus, o manso Cordeiro.

- Só faltava a manifestação do ódio, da inveja, do ressentimento... Ela chegou logo.

As Irmãs assumem missões evangelizadoras, onde lhes era possível:
- Na Educação,
- Na Catequese,
- No cuidado às pessoas Idosas, Doentes e crianças Órfãs.
A influência da Congregação cresce, o apostolado floresce. Tudo caminhava bem.

A HUMILHAÇÃO                                                                         
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- Madre Paulina e uma irmã vão expor o fato da intromissão da benfeitora Anna Brottero de Barros ao Arcebispo de São Paulo Dom Duarte Leopoldo e Silva, que fica do lado da mulher rica e humilha a Madre Paulina.

- O Arcebispo de São Paulo decide por em funcionamento um plano inesperado:

“Afastar Madre Paulina da Congregação, pois passou a achá-la inconveniente demais e insubmissa.”

- E veio a decisão de Dom Duarte Leopoldo e Silva:

“Depor Madre Paulina do Cargo de Superiora Geral”.

- Ordenou a convocação de um “Manipulado” Capítulo Geral para fazer a eleição de outra Superiora Geral para as Irmãs da Imaculada Conceição.

- Foi então, que a Fundadora, Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus viu-se no cume do Calvário, diante de Jesus que lhe oferecia o lado vazio da Cruz. Sentiu toda a amargura daquele momento.

O CAPÍTULO GERAL                                                                         
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- Começava o holocausto doloroso e meritório de Madre Paulina, a quem o Arcebispo de São Paulo decretara:

“A senhora está destituída do cargo de Superiora-Geral, viva e morra na Congregação como súdita, que seja convocado o Primeiro Capítulo-Geral.”

- A dor lhe amordaçou o coração para o rancor e lhe abriu a boca para pronunciar a mais bela oração de perdão de sua vida.

OBEDIÊNCIA
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De joelhos, em lágrimas, Madre Paulina diante da autoridade de Dom Duarte, diz humildemente:

Estou pronta para entregar toda a Congregação à nova Superiora Geral.
Ofereço-me espontaneamente, para servir na Congregação, como súdita, sob a obediência de qualquer Superiora, até a morte, em qualquer trabalho.
Meu desejo é que a Congregação prossiga seu carisma e que, por seu intermédio, Jesus Cristo seja conhecido, amado e adorado por todas as pessoas em todo o mundo.”

- O Capítulo Geral foi convocado por Padre Luiz Maria Rossi por ordem do Arcebispo.

- Precedeu-o um retiro de 08 dias, pregado por Padre Rossi para as 09 Irmãs que dele faziam parte.

O RETIRO - RETORNO A NOVA TRENTO - SC
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Madre Paulina recebe ordens para retornar a Nova Trento – SC.

Nova Trento - SC

DESTITUIÇÃO DO CARGO DE SUPERIORA
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No dia 29 de agosto de 1909, Madre Paulina, destituída do cargo, retorna para São Paulo – SP vinda de Nova Trento – SC e se apresenta ao Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva.

Dom Duarte Leopoldo e Silva

- Como humilhação a Madre Paulina, foi realizada a eleição da nova Superiora Geral, com a presença de Dona Anna Brottero de Barros.
Dos votos, (08) foram para Madre Vicência Teodora da Imaculada Conceição (Sabina Ângela Bottamedi).

- Lido o escrutínio, Madre Paulina ajoelha-se diante da nova Superiora Geral, como sinal de submissão, e beija-lhe a mão.
Estava consumada a deposição.

- Para selar sua deposição de Superiora Geral, Madre Paulina escreve uma carta às Irmãs que estão em Santa Catarina.

- Foi-lhe reconhecido e conservado somente o titulo de "Veneranda Madre Fundadora", o que, aliás, deixar de reconhecê-lo, seria pecar contra o Espírito Santo, negando uma "verdade conhecida como tal".

DESIGNAÇÃO DA CONGREGAÇÃO
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Depois de fundar uma Congregação Religiosa, dirigir-lhe os primeiros passos e governar por quase (06) seis anos, como Superiora Geral, Madre Paulina é destituída deste cargo que lhe fora cedido “ad vitam” por votação de todas as Irmãs e confirmado por Padre Rossi em 1º de fevereiro de 1903, em Nova Trento – SC.
Isto ficou lavrado em Ata da Assembléia que a elegeu.

Em 29 de agosto de 1909, no mesmo dia, outro fato inesperado, foi definido, de vez, o nome das religiosas de Madre Paulina, depois de “União da Imaculada Conceição” e “Filhas de Maria Imaculada” a congregação passa a ser definida:

"CONGREGAÇÃO DAS IRMÃZINHAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO"

DESTERRO - O EXILIO
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Madre Paulina, em plena vitalidade física e no momento de grande expansão da obra por ela fundada, experimentou o ‘Getsêmani’ do Exílio.


- Madre Paulina aceitou com virtude heroica essa punição abusiva e irregular do ponto de vista do Direito Canônico, e passou mais de trinta anos como simples religiosa, modelo de obediência e humildade, sem nunca exercer qualquer função diretiva na obra da qual era fundadora.

- Nunca saberemos a contribuição física que Madre Paulina poderia ter realizado em sua gestão durante sua Vida.

- Nos resta assim como maior consolo sua maior virtude:
- Humildade.
Seu Amor, Caridade e Respeito para com os outros.

De 1909 a 1918 viveu "exilada".

MADRE PAULINA DEIXA A CAPITAL PAULISTA
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Quanto a ela, Dom Duarte ordenara que deixasse a Capital e que fosse morar na Santa Casa de Misericórdia e vivesse como súdita por toda a vida.

Em 30 de agosto de 1909, no dia seguinte, Madre Paulina parte para Bragança Paulista, interior de São Paulo.

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA – 01 ANO
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Primeiramente vai trabalhar um ano na Santa Casa de Misericórdia, em Bragança Paulista, que ela havia fundado.

- Nenhuma palavra, nenhuma queixa!

- Tiraram tudo dela.

- Aos (44) anos de idade, “recomeça tudo da estaca zero”, como foi em Vígolo e Nova Trento – SC.

- Ela é a amável Amábile, a corajosa Paulina – Gigante Mulher consagrada que pode dizer como o Apóstolo Paulo:

“Sou o que sou; pela graça de Deus. Sua graça foi vitoriosa em mim.”

- Na Santa Casa de Bragança Paulista, Madre Paulina foi instalada num quarto que lhe foi designado pela Superiora local, com uma saída para a Capela do Hospital.
Sua presença e atuação, será junto aos enfermos.

- Diante do Senhor, colocou sua Vida e a Congregação que fundara.
Aceitou tudo com humildade e jamais se queixou com alguém sobre o assunto.
Sua vida é a oferta maior que faz cada dia, na missa, nas visitas a Jesus Sacramentado e junto às pessoas doentes.
Ser assim é viver a Eucaristia, sua forte espiritualidade a iluminar-lhe a mística do carisma:

“Sensível para perceber e disponível para servir, em doação total, os mais necessitados.”

- Madre Paulina reassume sua Vida, num total perdão. Sua Vida é contínua oferta.

- O que caracteriza essa fase é expressa pela frase, dita por ela:

“Meu desejo é trabalhar, obedecer e morrer abandonada por todas as criaturas desse mundo... Recordada somente pelo meu caro Jesus, que tanto amo. Vontade de Deus, Paraíso meu!”

Em setembro de 1909, em Bragança Paulista - SP, Madre Paulina trabalha como lavadeira, faxineira e enfermeira, cuidando de doentes e inválidos.


- Novamente sem poder e desprezada, está a serviço dos mais pobres e marginalizados. Torna-se a chama ardente de caridade total, consumindo-se pela Congregação.
Passava as noites cuidando de doentes, além do árduo trabalho do dia.

- Não era poupada em nada, quanto ao serviço, pois o Arcebispo Dom Duarte recomendara à Superiora local que agisse com plena liberdade, sem importar-se, de modo algum, com a presença da Fundadora e ex-primeira Geral da Congregação.

Madre Paulina nestas circunstâncias tão adversas, refugia-se no Coração Agonizante de Jesus para integrar o mistério do seu sofrimento ao dos outros.
Ela procurou seguir Jesus, sempre mais, num abandono silencioso total e num equilíbrio digno de uma discípula fiel.
Com Maria, vai assumindo o dia-a-dia, com naturalidade madura de quem nada retira de seu primeiro “SIM”. Vive silenciosamente como se nunca fora Superiora Geral.

- Sempre, com muita simplicidade, escrevia cartas à Superiora Geral, Madre Vicência Teodora.

Em 06 de setembro de 1909, Madre Paulina escrevia a Madre Vicência Teodora:

“Estou contente de estar onde a santa obediência me mandou. Temos tanto que fazer com os doentes, a pequena Luizinha e com os nossos trabalhos.”

Em 22 de novembro de 1909, escreve:

“Estou convencida de que tudo acontece por disposição de Deus. Vamos para frente, pois o Senhor não deixará de nos ajudar...”

ASILO SÃO VICENTE DE PAULO – 09 ANOS
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Em julho de 1910, Madre Paulina foi transferida para o novo Asilo de Mendicidade São Vicente de Paulo (1904), de Bragança Paulista (SP), onde trabalhará por oito anos.

Asilo de Mendicidade São Vicente de Paulo

- Como simples súdita, lavou e consertou a roupa dos asilados, servindo-os carinhosamente em tudo.

- Seu livro de cabeceira era a "Imitação de Cristo", de Tomás de Kempis. Ele interpretava bem a vida que ela levava.  Foram anos de provações, incompreensões e humilhações materiais. Foi o longo período da noite escura de sua alma.

- Ela dava especial atenção as Irmãzinhas doentes; cuidava delas como verdadeiras filhas. Quando tinha tempo livre fazia flores, fabricava rosários e criava bicho-da-seda.

Em 27 de julho de 1910, já no Asilo São Vicente, Madre Paulina escreve a Madre Vicência Teodora:

“Estamos todas contentes, se bem que devamos passar muitas privações. Seja tudo por amor a Deus.”

Em 09 de março de 1911, em outra carta a Madre Vicência Teodora:

“Estou bem, somente um pouco triste pela morte, primeiramente de Irmã Francisca, depois pela morte de meu pai (Antônio Napoleone Visintainer) (...)
Recomende-me a Nosso Senhor, pois tenho muita necessidade.”

Em fevereiro de 1913, Avaré (SP), pela manhã, a cidade recebia pela primeira vez, a visita de integrantes de uma congregação religiosa feminina: - as Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

- A chegada das religiosas, de feições claras, chamou a atenção dos moradores que nunca tinham visto mulheres com trajes típicos de quem se consagra ao serviço divino.

- Essa vinda ocorreu em razão do apelo feito às autoridades eclesiásticas pelo alferes Manoel Marcellino de Souza Franco - o popular Maneco Dionísio, presidente da Casa Pia de São Vicente de Paulo.

- Por recomendação do arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva (1867-1938), vieram Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus e Madre Vicência Teodora da Imaculada Conceição (1879-1931), para conhecer as instalações do Hospital da Casa Pia São Vicente de Paulo, fundada em 1912 e dirigida por confrades vicentinos, uma instituição para idosos desamparados.

Madre Paulina e Madre Vicência

Em 09 de março de 1913, Madre Paulina escrevia também a Padre Luiz Maria Rossi e dizia-lhe:

“O tempo que passei em São Paulo me fez muito bem. A presença de Deus me é tão íntima que me parece impossível perdê-la. Esta presença dá à minha alma, uma alegria tão grande que não posso explicá-la.”

Em 11 de julho de 1913, escreve:

“Amanhã serão 23 anos que saí da casa de meu pai (Antônio Napoleone Visintainer) para servir a Nosso Senhor. Como estou contente! Padre, peça a Jesus que me dê a graça de seu santo amor. Estou contente com todo o resto.”

Nota:
- Pelas cartas acima e de muitas outras, dá para se ter a ideia da entrega de Madre Paulina, a Deus: - Sofre, Reza e Trabalha.

- Trabalha tanto, a ponto de dizer:

“Quando penso que não posso mais, experimento; para ver se posso mais um pouco.”

MADRE MATILDE DA IMACULADA CONCEIÇÃO
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Em novembro de 1913, em Avaré (SP), chegaram ao Hospital da Casa Pia São Vicente de Paulo às primeiras missionárias: - irmãs Geralda de Jesus Redentor, Filomena de Jesus Menino e Teodora Maria do Sagrado Coração.
Elas vieram na companhia de Madre Matilde da Imaculada Conceição (Virginia Rosa Nicolodi, 1864-1917), amiga de Madre Paulina e co-fundadora da congregação.

Asilo São Vicente de Paulo

- Experiente; Madre Matilde viu que o lugar era muito pobre e que, na cidade, havia pessoas bem educadas e outras completamente ignorantes da doutrina católica.

“Se ensinarmos ao povo o conhecimento de Deus e da religião, já será para as Irmãzinhas uma grande missão”, observou.

Conforme pensava Manoel Marcellino de Souza Franco, o Maneco Dionísio de Avaré (SP), o serviço só poderia ser bem feito “por almas consagradas a Deus”.


VIVER A EUCARISTIA
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Embora misturando lágrimas com a água do balde quando faz limpezas, exercita-se, de contínuo, para aconchegar-se ao Coração de Jesus e recebê-lo na Eucaristia.
Visita-o com freqüência na Capela, trata com ternura as Irmãs e todas as pessoas.
Ele é a fonte que lhe sacia a sede.
Ele é o seu Amado.
Repete freqüentemente para si e, em suas cartas:

“Amemos a Jesus e nada mais!”

- Assim pensa, assim age, integrando os sentimentos contrários que a assediam. Busca também ajuda na orientação com Padre Rossi. Este, profeticamente, vendo-a tão humilde e tão submissa, afirma-lhe:

“Agora começareis a ser a verdadeira Fundadora da Congregação. Quando a Fundadora sofre como sofreis, torna-se o coração da Obra de Deus.”

- E, em outra carta dirigida às Irmãs de São Carlos, Padre Rossi escreveu-lhes:

“É muito edificante que a cabeça da Congregação esteja na casa mais pobre de todas. Agora porém, é necessário que imitemos Madre Paulina, no espírito da verdadeira pobreza religiosa.”

- Por estas afirmações, percebe-se a vivência íntima de seu espírito: - simplicidade, humildade e uma intensa vida de união com Deus pela fé e confiança que a mantém em contínua oração.

- Com o passar do TEMPO, a Congregação percebe que Madre Paulina está acima de tramas vãs e o que ela deseja é viver conforme o Carisma que recebeu de Nosso Senhor, no exercício da Caridade total.
Sua meta é configurar-se com Jesus, num perdão total.
O Amor é seu critério maior.

Quem vive junto a Jesus Eucarístico, seguindo-lhe os ensinamentos tem atitudes semelhantes às de Madre Paulina. Sempre encontra força para prosseguir a caminhada.


"Sofrimento"

- Compreendendo que a obra é de Deus e não sua; Madre Paulina se submete humildemente e permanece por 09 anos naquela missão, viveu em Bragança Paulista de 30/08/1909 a 16/10/1918.

Foram 9 anos difíceis.

- Madre Paulina sentia tão forte nela a presença de Deus que não hesitava em dizer:

"A presença de Deus me é tão intima que me parece impossível perdê-la".

A MORTE DA AMIGA
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Em 22 de julho de 1917, em São Paulo, morre a amiga e co-fundadora da congregação, Virgínia Rosa Nicolodi, Irmã Matilda da Imaculada Conceição.

- Muitas foram as dificuldades e penitencias que passaram, mas para a amiga Virginia a caminhada terminara na Terra.

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE PASSOS - MG 
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Em 1917, a então denominada Santa Casa de Misericórdia de Passos (16 de abril de 1865), primeiro administrado pelo sistema de mordomos das irmãs da Irmandade Divina Providência era a instituição que mantinha o Hospital dos Passos, na época de sua criação. Sua primeira fonte de recursos foi a boa doação do casal Mello e Souza.


- As irmãs eram as administradoras e gestoras do hospital até o ano de 1917, quando foram substituídas pelas Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

- Madre Paulina esteve por três vezes em visita a Santa Casa dos Passos.
A congregação entregou a administração do hospital, em 1969, e o gerenciamento dos serviços de enfermagem, em 1972.

- Atualmente desempenham um papel importante no Departamento de Assistência Religiosa e colaboram na Humanização Hospitalar.

O GRÃO DE TRIGO
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"Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, não pode produzir fruto" (João 12,24).


- Madre Paulina viveu com intensidade o tempo que lhe foi destinado viver "embaixo da terra", provando sua santidade, assumindo a realidade e a missão que lhe foi proposta e vivendo profundamente a intimidade com Deus.

- Este período de sua vida é marcado também pela perda de pessoas que Madre Paulina estimava muito.

O Retorno

Em 1918, depois de permanecer quase dez (10) anos de ‘Segregação’ em Bragança Paulista, Madre Paulina é chamada de volta para a denominada Casa Mãe (Casa Geral) em São Paulo capital.

A VOLTA PARA CASA GERAL
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Observando Dom Duarte Leopoldo e Silva, Arcebispo de São Paulo, que Madre Paulina tinha maior virtude espiritual que administrativa, a colocou na Casa Mãe – lugar de passagem, para ser luz e orientação para todas as Irmãzinhas, em sua vida de consagradas.

Madre Paulina

- Madre Paulina foi trazida com o consentimento do Arcebispo Dom Duarte, chamada pela Superiora Geral, Madre Vicência Teodora, sua sucessora no Ipiranga, com pleno reconhecimento de suas virtudes.

- Ela leva uma vida de santidade e serve de exemplo para as jovens vocacionadas da Congregação e para as mais antigas também.

- Em seu retorno a Casa Mãe é recebida com honras pelas Irmãzinhas.

- Passou a ser venerada como a ‘Fundadora’ da organização.

- A Congregação estava escrevendo sua história, e Madre Paulina é fonte histórica e foi citada para ser modelo para as irmãs.

CAPÍTULOS GERAIS
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Durante a permanência de Madre Paulina na Casa Mãe, que somaram vinte e três anos, foram celebrados quatro Capítulos Gerais: 1919 – 1929 – 1932 – 1938, onde foi eleita a Superiora Geral.

1919, eleita
1929, eleita
1932, eleita
1938, eleita

Nota:
- No Capítulo Geral de 1909, por ocasião da eleição da 2ª Superiora Geral Madre Vicência Teodora da Imaculada Conceição (Sabina Angela Bottamedi), que a substitui.

- Cada gestão de generalato tinha a duração de dez anos, conforme determinara o Arcebispo Dom Duarte.

- Madre Paulina esteve presente, a todos os Capítulos através de suas orações, contribuições e como Fundadora.
Participou também da elaboração das Constituições por ocasião dos Capítulos eletivos.

O TRABALHO NA CASA GERAL
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A Superiora Geral, Madre Vicência Teodora da Imaculada Conceição, que sempre admirou e respeitou Madre Paulina, confiava-lhe funções diversas como acompanhar as irmãs em novas fundações, realizar visitas canônicas às comunidades com ela ou em seu nome.

Casa Mãe

- Madre Paulina trabalhou primeiro no porão da Casa Geral e depois numa salinha, onde continuou fazendo flores para enfeitar a Capela, rezando e convivendo com quem era enviada lá, para aprender a arte de fazer flores e terços de Nossa Senhora.
Trabalhou também no fundo do quintal, onde ensinava a tecer a seda com fios retirados dos casulos dos bichos da seda, criados ali na Colina do Ipiranga, sob sua orientação.

- Ao longo dos 23 anos passados na Casa Mãe, além de ocupar-se em humildes serviços e permanecer em seu escondimento silencioso, no fervor de sua espiritualidade, ocupou o cargo de “Conselheira Geral e visitadora de Comunidades”; era também “palestrante nos Retiros Anuais” programados para todas as Irmãs da Congregação. Também foi “confidente” de muitas Irmãs e Formandas, que a ouviam com admiração e guardavam seus ensinamentos por toda a vida.


Madre Paulina

A ADORAÇÃO
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Para Madre Paulina, o que contava era a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada para que Jesus seja conhecido, amado e adorado por todas as pessoas, em todo o mundo.


- Madre Paulina participava de todos os atos comunitários, exercitando sempre com mais perfeição, a Caridade.

- Diariamente, fazia uma hora de adoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

- E agora, três vezes por mês, passava o dia diante do Sacrário.

Seu lema em bom italiano era: “Amare Gesù e nulla più”.


SUA ALEGRIA EM SERVIR
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Sentia-se feliz por poder rezar pelas Irmãzinhas, pelas Obras da Congregação, pelos órfãos, pelos estudantes, pelos sacerdotes, os idosos, os doentes e os pobres.


- Ela era alegre, gostava de brincadeiras e tinha muito cuidado pelas Irmãzinhas, mesmo com a fama de semblante sério.
Gostava de ajudar em serviços domésticos. Quando alguém se oferecia para ajudá-la no que fazia, agradecia e dizia:

“Eu entrei na Congregação para servir e não para ser servida.”



Paulina viveu intensamente, o testamento da Congregação dado pelo Padre Rossi:

“Caridade, caridade, caridade!”

MORTE DO PADRE LUIZ MARIA ROSSI
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Em 30 de outubro de 1921, morre Padre Luiz Maria Rossi, “co-fundador” que em seu testamento deixara muito clara, a veneração que ele tinha por Madre Paulina.

“Deixo aos vossos cuidados, a Veneranda Madre Fundadora: - amai-a e respeitai-a”.

O CUIDADO DE PAULINA COM OS DOENTES
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Madre Paulina, na Casa Mãe, destacava-se pelo cuidado materno e carinhoso com as Irmãs doentes. Repetia sempre a suas Irmãs:

“Servir ao doente é servir ao próprio Jesus!”


- Extraordinária foi a dedicação da Madre Fundadora durante a doença e na morte de Madre Vicência, a Superiora Geral, a quem sempre estimou e respeitou como sua sucessora no Governo da Congregação.
Com delicadeza e atenção a assistiu durante as noites, bem como, tomou a si o cuidado da alimentação servindo-a com toda delicadeza e solicitude.

Em 1931, Madre Vicência faleceu jovem, aos (52) anos, do diabetes.
Estava cega, sempre trabalhando com muita energia pela Congregação.


- Desde o início sua compaixão em servir aos doentes era a maior Missão de ‘Amábile, Paulina, Madre Paulina’.

DECRETO PAPAL
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Madre Paulina experimentou também, durante esta etapa de sua Vida, ‘alegria imensa’.

Em 19 de maio de 1933, Madre Paulina recebe a proclamação do Decreto de Louvor a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição a primeira casa religiosa fundada por mulheres, em solo brasileiro, recebendo com ele, “A suprema consagração de sua Obra”, dado pelo Papa Pio XI, à Congregação.

Papa Pio XI

A Igreja Universal podia contar com essas mulheres, cheias de amor e ardor pela salvação das almas.

- Por sua maneira de ser, Madre Paulina tornou-se amiga de Dom Duarte Leopoldo e Silva, Arcebispo de São Paulo, e quando este visitava as Irmãs, entretinha-se espiritualmente com a Fundadora.
Além disso, foi Dom Duarte que apresentou a Congregação ao Papa Pio XI, suplicando-lhe a aprovação pontifícia.
Dom Duarte 

Eis o pequeno trecho:

“A origem desta pequena Congregação se deve a uma piedosa jovem chamada Amábile Visintainer(...).
Inclinada fortemente à piedade e às Obras de caridade, esperava entrar em alguma Congregação Religiosa (...). Mas a pobreza, tirando-lhe toda a esperança, em 1890, com o consentimento do pai e conselho do Superior dos Jesuítas (...) deixou a casa paterna e, em companhia de Virgínia Nicolodi e de uma idosa, doente de câncer, por todos rejeitada (...) retirou-se para um casebre (...)
A Madre Fundadora deu exemplo admirável de humildade e obediência, quando foi afastada da direção da Congregação e, por todas respeitada e venerada, promoveu a prosperidade de sua Congregação, como o exemplo de uma vida edificante de oração e de trabalho incessante.” (MPBD – p. 374)

Em 1934, Madre Paulina teve a felicidade de ver o início das missões das Irmãzinhas, entre os índios do Mato Grosso (MT).

Madre Paulina

- Ficou feliz por ver que suas filhas não tinham medo de nada, quando o objetivo era amar a Jesus e salvar o povo, libertando-o de sua pobreza material e espiritual.

A DIABETE
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Em 1938, começou a Via Sacra dos sofrimentos por causa do diabetes.

Madre Paulina estava fazendo flores artificiais e rosários no porão da Casa-Geral, quando faz um corte no dedo médio da mão direita.

A AMPUTAÇÃO
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Por ser diabética e não cuidar direito do dedo; a ferida se transformou em gangrena diabética e ela teve que amputar o dedo da mão direita.
Ela aceita tudo com alegria, pois tudo é vontade de Deus.
E não se cansa de repetir:

“Vontade de Deus, Paraíso meu!”

Em 18 de março de 1938, dois dias depois, demonstrando sérios problemas de saúde causados pela doença o braço direito de Madre Paulina, é amputado.

- Mas nunca reclamou; nunca se lamentou; nessa ocasião ela disse:

“Deus me pediu o dedo, depois o braço.
Mas por que negar se sou toda dele?
Estou devolvendo aquilo que ele me deu…
Que o nome Dele seja louvado em todas as partes, por todas as pessoas e em todos os momentos.”

Em 11 de abril de 1938, na volta de Madre Paulina à Casa Geral, após as duas cirurgias, a Comunidade se reuniu e cantou hinos de ação de graças a Deus e a Nossa Senhora.
Aos poucos, retomou sua vida de oração e trabalho.

- Madre Paulina, sem o braço direito, usava os lábios e os dentes para segurar o arame de fazer correntinhas para os terços e as flores.


- A amável Paulina, afeita aos embates da vida, sente em seu corpo, as limitações da idade e o diabetes. Seu ser é forte e aceita completar, em si, o que falta à paixão de Jesus.

- Recorda, reintegra e reassume sua vida agora, como a anciã da Congregação.

O Jubileu

CINQUENTA ANOS
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Em 12 de julho de 1940, a celebração do Cinqüentenário da Fundação da Congregação; e ‘50 Anos’ da saída de Madre Paulina da casa paterna para se dedicar ao oficio religioso.

- Esta é uma realidade viva e visível, na Igreja.

- Presentes todas as Superioras das Comunidades e muitas Irmãzinhas, não faltaram homenagens à Madre Paulina, agora aos (75) anos, enxergando mal, mas lúcida.

O Testamento

De acordo com todas as Superioras maiores, Madre Paulina invoca o Espírito Santo e faz de viva voz, seu Testamento:

“- Caríssimas filhas; hoje festejais o 50º aniversário da minha saída da casa paterna; dia maravilhoso para mim!
Reconheço a profundidade do meu nada.
Como Nosso Senhor abençoou a Congregação!
Apesar de tantas contrariedades, foi sempre adiante. (...)
Sede bem humildes. É Nosso Senhor que faz tudo.
Nós somos seus simples instrumentos. Confiai sempre e muito na Divina Providência.
Nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários.
Novamente vos digo: - Confiai em Deus e em Maria Imaculada! Permanecei firmes e adiante!
Recomendo-vos muito e muito, a santa caridade entre vós e especialmente com os doentes das Santas Casas, dos Asilos (...)
Tende grande amor à prática da santa caridade.
Está terminada a minha missão.
Morro contente e dou de todo o coração, a vos todas, a minha bênção.”



- A partir deste dia, Madre Paulina entra num período de escondimento e de silêncio, entendido pelas Irmãs, como uma preparação para a morte.


AGRAVAMENTO DA DOENÇA
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A partir de agosto de 1940, Madre Paulina foi ficando cada vez mais doente; e devido a complicações do diabetes vai perdendo a visão.

Em 17 de março de 1941, recebe a Unção dos Enfermos e a Eucaristia. Foi chamado o novo Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar de Afonseca e Silva, a quem Madre Paulina entregou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

- A Fundadora, teve ainda, uma melhora, mas foi perdendo a visão até a cegueira completa.

- Outros sofrimentos ainda viriam com o agravamento da moléstia, uma jaculatória.

- Madre Paulina respondia aos comentários feitos sobre sua saúde:

"Seja feita a vontade de Deus!"

Em 15 de junho de 1942, Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, seriamente enferma, abençoa quatro Irmãs:
- Irmã Querubina do Divino Amor,
- Irmã Vicência Loiola do Coração Agonizante de Jesus,
- Irmã Maria Zélia do Sagrado Coração de Jesus, e
- Irmã Joana de Nossa Senhora das Dores, da (CIIC) Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que iriam para Florianópolis (SC) e tinham como missão iniciar uma nova comunidade religiosa.

Colégio Imaculada Conceição - Fpólis (SC)

- Esta foi à última obra abençoada, por ela, em Vida.

Nota:
- Esta missão se transformou no famoso “Educandário Imaculada Conceição".


Em maio/ junho de 1942, teve nova crise diabética, complicada por gangrena pulmonar.

- A saúde de Madre Paulina foi se complicando cada vez mais.

A AGONIA                                                                                                                     
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Em 15 de junho de 1942, recebe novamente a Unção dos Enfermos, quando também foram feitas as orações dos agonizantes. Madre Paulina acompanhava tudo, movendo os lábios em contínua oração, pedindo a ajuda daquele que sempre fora sua rocha, seu guia e a quem entregou sua vida.


- Pede a Maria Imaculada que seja sua salvação.


Em 08 de julho de 1942, na tarde, Madre Paulina caiu no estado de pré-agonia durante o qual, passou uma hora repetindo as palavras:

- Misericórdia, misericórdia, misericórdia.

- Foram suas últimas palavras.

Em 09 de julho de 1942, depois de uma sonolência que durou até as três horas da madrugada, teve inicio sua última agonia.

- Foi chamado o Padre Guido dell Toro, SJ, Capelão da Casa Geral, que lhe deu a absolvição.

A Morte

Em 09 de julho do Ano do Senhor de 1942, as 05:30 horas, numa manhã fria, morre Paulina (Amábile Lúcia Visintainer), a Madre.

Entregou definitivamente sua Vida, passando à Pátria Celeste, na Casa Geral, Colina do Ipiranga, na capital paulista, Brasil.


- Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus faleceu com a idade de (77) anos, (06) meses e (24) dias.


- Deixou em todos os presentes, a impressão de calma e de uma alma ‘Santa’, que entrava na Eternidade.

- Estavam presentes em seu passamento, além do Padre Jesuíta Guido dell Toro, a Superiora Geral Madre Luíza de Jesus Crucificado, a Vigária Geral Madre Clarice Maria de Jesus Crucificado, Irmãs da Casa Mãe e do Colégio Sagrada Família.

Paulina, Viveu em grau heroico as virtudes de FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE.

O VELÓRIO                                                                                                                   
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Em 10 de julho de 1942, os funerais da Veneranda Madre Fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição foram celebrados na Capela do Colégio Sagrada Família, presididos pelo Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar de Afonseca e Silva.


Faziam-se presentes:
- Sacerdotes, numerosas Irmãzinhas, Religiosas e Religiosos de outras Congregações, muitos leigos que sabiam da existência desta Santa Fundadora, residente na Colina do Ipiranga.

- Madre Paulina, já gozava com a fama de ‘Santa’ pela vida de doação e pela prática das virtudes cristãs e religiosas.
Em seu velório, todos comentavam:

“Morreu uma Santa!”

- Não havia dúvida: - Madre Paulina era uma Santa – a santa da humildade e da caridade.

LEGADO DE SUA OBRA                                                                                           
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A Obra de Madre Paulina é seu legado; e é grande.
Na época/ 1942, deixou:

- 47 Casas das Irmãzinhas em 5 estados do Brasil,
- 30 Postulantes,
- 23 Noviças,
- 338 Irmãzinhas, e
127 cartas escritas em italiano, com relatos de vida, provações e superações.

A Vida terrena de Madre Paulina termina aqui.

- Ela manifestou algumas facetas de Jesus, o Deus conosco. Viveu a Eucaristia em testemunho exemplar.

“Como você, eu, nós queremos viver para manifestar Jesus, ao mundo de hoje!”

Nota:

- A sede das Irmãzinhas da Imaculada Conceição (Casa Geral) em São Paulo – SP, onde reside a Coordenação Geral, encontra-se o ‘Memorial Santa Paulina’, que traz à luz a história da sua Vida e Missão da Congregação.


Milagrosa

Milagrosa, Instantânea, Perfeita e Duradoura

Logo após sua morte muitos ativamente procuraram sua intercessão em orações. Muitos favores e preces foram atendidas e muitos milagres são creditados a suas intercessão.

- Encontramos especialmente, vocações a irmandade e cura de doentes aos quais, Madre Paulina dava grande amor.


‘Nasce a Santa’

- Dessa Veneranda Fundadora permanece a recordação de sua adoração constante ao Santíssimo Sacramento, de seu amor abrasador pelo Santo Padre e pelo clero e sua preocupação pelo triunfo futuro da Igreja desejando evangelizar o mundo inteiro.

- Permanece a recordação de seu amor entranhado à Imaculada Conceição da Santíssima Virgem.

- Resta a certeza de que os milagres e graças alcançados por sua intercessão mostram que, diante de Deus, Madre Paulina foi fiel ao seu projeto de vida como filha dileta do Pai.

APROVAÇAO PAPAL DA CONGREGAÇÃO
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Em 27 de outubro de 1947, no Vaticano, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição foi aprovada definitivamente pelo Papa Pio XII.


Papa Pio XII

A BIOGRAFIA
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Em 09 de julho de 1954, Padre José Lourenço da Costa Aguiar, SJ deu início aos trabalhos de elaboração da Biografia de Madre Paulina.

Em 05 de maio de 1955, no ‘Diário da Casa Mãe’ em São Paulo, encontra-se registrado:

“Demos hoje, o primeiro passo para a introdução da causa de Beatificação de nossa Madre Fundadora.”


- Diante do assunto que enfoca a santidade da singela camponesa de Vígolo Vattaro, protagonista da Obra da Imaculada no Brasil – Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a Congregação das Irmãzinhas decide por se dedicar à pesquisa de suas virtudes heroicas que caracterizaram a santidade de vida da Veneranda Fundadora.

INÍCIO DO PROCESSO DE CANONIZAÇÃO                                                         
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Em 03 de setembro de 1965, (23) anos após sua morte, os procedimentos em favor do reconhecimento da santidade de Madre Paulina tiveram início, é feita a abertura do Processo Ordinário ou Informativo sobre a vida e virtudes da Serva de Deus.
Este ato teve lugar no Palácio Pio XII e foi presidido por Dom Agnelo Rossi, Cardeal Arcebispo de São Paulo.

- Este fato inicia longo caminho de atividades que vão constituindo aquilo que chamamos de Processo da Causa de Beatificação de Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

O PROCESSO

* O primeiro passo para o processo de canonização é a beatificação.

* O postulador (pessoa que busca oficialmente a comprovação da santidade) deve demonstrar, através de testemunhos, as virtudes daquele por quem se dedica, além da comprovação de um milagre ou graça alcançada.

* Para a canonização, são necessários, pelo menos, dois milagres.

* Para que o processo de canonização seja iniciado é necessário que o candidato esteja morto há, pelo menos, 5 (cinco) anos.

Nota:
- Até o ano de 1588, as pessoas eram decretadas santas por aclamação pública. Mas naquele ano o Papa Xisto V fundou a "Congregação dos Ritos", que hoje se chama "Congregação das Causas dos Santos".

- O processo de santificação passou então a ser executado através de etapas bem documentadas e legitimados por decretos no Vaticano.

O POSTULADOR                                                                                                         
*********************************************************************- A figura-chave num processo de canonização é do Postulador. Ele é uma espécie de advogado de defesa do candidato à santificação.

- O Brasil não tinha postuladores de primeiro nível até o surgimento da teóloga Célia Cadorin.

Nota:
- Irmã Célia Bastiana Cadorin, teóloga, catarinense de Nova Trento, município onde Madre Paulina passou a infância e a juventude, numa colônia de imigrantes italianos. Ela faz parte da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada pela religiosa.

Teóloga Célia Cadorin

Em 1982, a Teóloga Irmã Célia Bastiana Cadorin, como auxiliar, foi destacada pela ordem para trabalhar em tempo integral na causa da canonização, iniciada em 1965, mas que estava parada desde 1970.

- O primeiro milagre atribuído a Madre Paulina, a cura de uma mulher com hemorragia pós-parto, ocorreu em 1966, em Santa Catarina, e foi reconhecido oficialmente em 1989.

PRIMEIRO MILAGRE RECONHECIDO                                                                
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Em 23 de setembro de 1966, o primeiro milagre, foi registrado na cidade de Imbituba (SC), no qual foi reconhecida a cura instantânea, perfeita e duradoura de Eluíza Rosa de Souza.
O médico, doutor Aires Antônio de Souza, aconselhou a mulher a fazer uma transfusão.
Mas Eluíza Rosa contrariou a recomendação.

Eluíza Rosa de Souza

- No sétimo mês de gestação, percebeu que sua barriga parara de crescer.

- Aos nove meses de gravidez, recebeu a notícia de que o feto estava morto havia pelo menos três meses e seria necessário realizar uma curetagem.

- A cirurgia durou cerca de 16 horas e após o término a paciente teve um grave processo hemorrágico. Sofreu parada cardíaca, ficou sem pulso e sem pressão arterial. Aires Souza, o médico de Eluíza, reuniu a Família e informou que o quadro clínico era irreversível.

- As irmãs da Imaculada Conceição, que administravam o Hospital São Camilo, pediram permissão para fazer uma promessa a Madre Paulina.

- Em seu peito foi colocado um pedaço de roupa de Madre Paulina.

"Quando eu já estava desenganada por dois médicos, as freiras do hospital invocaram Madre Paulina e colocaram sobre o meu peito uma imagem dela", recorda Eluiza. "Madre Paulina intercedeu por mim e me curou."

- O médico garantiu que não havia chances de reverter o quadro clínico de Eluíza e afirmou à época que o corrido foi algo "Singular".

- O caso foi discutido, 24 anos depois, o Santo Padre ratificou em decreto aprovando as conclusões da Congregação para as Causas dos Santos.

- A cura de Eluíza Rosa de Souza, de Imbituba (SC), desenganada pelos médicos ao final de uma gravidez conturbada agilizou o decreto de Beatificação de Madre Paulina.

MISSÃO PARA O MUNDO – EXPANSÃO DA CONGREGAÇÃO
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Em 1978, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição começou sua expansão para outros países, a começar pela Itália e, mais tarde, Argentina, Nicarágua, Tchad, Moçambique, Camarões, Colômbia, Bolívia, Chile e Guatemala.


Em agosto de 1987, as palavras escritas de Monsenhor Roberto Mascarilhas Roxo, Professor, Doutor em Teologia, pelas quais envolve a figura de Madre Paulina no mistério de um desígnio de Deus, manifestado na história de um nome MADRE PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS.

Madre Paulina fez mesmo sempre assim!
“Esta sempre foi conduzida pelo espírito de sacrifício. Ela quando deixou o mundo para fazer-se esposa de Jesus compreendeu bem para sempre: - tomou como modelo não Jesus Glorioso, mas Jesus Crucificado e assim a vemos sempre sacrificada em tudo.”



VENERÁVEL                                                                                                                 
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Em 1988, o Papa João Paulo II proclamou Madre Paulina Venerável, o reconhecimento da Igreja Católica pelos trabalhos de caridade que ela em vida desenvolveu, o título de ‘Venerável’, ou seja, o Vaticano reconheceu que em diversos pontos do país havia seguidores de Madre Paulina.

Papa João Paulo II

Em 1988, em Nova Trento – SC, é construída a réplica do casebre de Amábile e Virginia. Chamada de ‘Casebre’, lá estão guardados cópia dos documentos do nascimento, batismo e crisma de Santa Paulina, além da certidão de casamento de seus pais.

Em 18 de fevereiro de 1989, no Vaticano, S.S. João Paulo II promulgou o Decreto sobre o Milagre apresentado pela Postulação para obter a solene Beatificação de Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, no civil, Amábile Lúcia Visintainer.

- Foi reconhecida milagrosa a cura instantânea, perfeita e duradoura da senhora Eluiza Rosa de Souza de doença muito complexa: morte intra-uterina do feto (7ª gravidez) e sua retenção por alguns meses, extração do útero, seguida de grande hemorragia por coagulopatia de consumo (chamada afibrinogenemia) com choque irreversível. A cura foi atribuída à intercessão da Serva de Deus Madre Paulina, desde que se constatou a gravidade da doença e o prognóstico fatal.  Madre Paulina foi invocada com orações feitas publicamente pelos familiares e pelas Irmãs enfermeiras, Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que trabalhavam no Hospital e Maternidade São Camilo da cidade de Imbituba, Santa Catarina-Brasil.

Em 1990, depois de (24) anos de investigações médicas e espirituais, o Vaticano reconheceu a veracidade do primeiro milagre com a interseção de Madre Paulina.

FAMAPA

Como leigos, vivem o profetismo através de gestos concretos de sensibilidade e disponibilidade para servir aos mais injustiçados e excluídos. Cada grupo tem sua história, procura desenvolver um trabalho feito de iniciativas e atividades solidárias.

FAMÍLIA                                                                                                                       
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A partir de 1991, o carisma de Madre Paulina se expandiu em meio aos leigos que se organizaram em grupos com o interesse de viver os ideais dela, assumindo o seu ser cristão e a missão de Jesus Cristo.


- Surge assim a FAMAPA (FAMÍLIA MADRE PAULINA), que já está presente no Brasil, Argentina, Chile, Nicarágua, Paraguai, Itália (...), e é formada por adultos, jovens e crianças.

1)  CONCEITO DE FAMAPA
Dela fazem parte: - leigos, leigas, crianças, jovens e adultos e idosos/ idosas, que buscam vivenciar a vocação batismal, enganjando-se na comunidade eclesial e na sociedade, inspirados no Carisma, Espírito, Espiritualidade e Missão de Santa Madre Paulina – Fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

- A ‘FAMAPA’ deseja ser no mundo e na Igreja, uma expressão de serviço principalmente aos mais necessitados; um exercício de dialogo, acolhendo e respeitando todas as etnias e culturas, anunciando a Boa Nova de Jesus Cristo, através do testemunho comunitário e pessoal, para que hoje, Jesus seja conhecido, amado e adorado por todas as pessoas e em todos os lugares e situaçoes.

2) OBJETIVO DA FAMAPA
Responder ao chamado de Jesus, por vocação batismal, para viver e anunciar o Evangelho, inspirado em Santa Paulina, buscando forças na Palavra de Deus, na Eucaristia e em Maria, inseridos/as numa realidade concreta.

3) MISSAO DA FAMAPA
É um compromisso de todo batizado, viver e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, realizando o seu mandato:

“Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.”

- Com base nesse imperativo, a Congregação e a FAMAPA fazem sua a Missão e Jesus Cristo, inspiradas nos ideais de Santa Paulina, em comunhão com Igreja e na sensibilidade aos sinais dos tempos.

- A ação Evangelizadora dos membros da FAMAPA se desenvolve, nos diversos meios onde vivem e atuam, como leigos: na Família, comunidade eclesial e sociedade.
Os membros da FAMAPA colocam-se a serviço da defesa e promoção da vida, de modo especial, dos mais pobres e necessitados.


FAMAPA é a ‘FAmília MAdre PAulina’

BEATA                                                                                                                          
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Perguntamos, o que é Beatificação?

- Beatificação significa que a pessoa que chega a esta caracterização, viveu sua vida de acordo com a proposta do Evangelho, de maneira exemplar. Que nada se descobriu de contradição entre sua Fé e sua Vida.

- Esta afirmação, depois de estudo meticuloso sobre a vida da pessoa, deve ser confirmada por um autêntico milagre, alcançado por intercessão do santo invocado reconhecido como tal, por rigoroso exame do caso apresentado.
É o primeiro passo para a declaração maior: - a Canonização.

- Na Igreja Católica, o culto aos beatos é restrito ao local onde atuaram ou à ordem a que pertenceram.

Nota:
- O Processo Canônico de Beatificação, consta das seguintes etapas:

* Interrogam-se as testemunhas, caso ainda estejam vivas. Algumas são apresentadas pelo postulador, enquanto outras são designadas ex-oficio pelo tribunal do Bispo.

* Depois, pelo menos dois censores examinam os escritos do Servo de Deus, caso existam.

* Se a causa se refere a um Servo de Deus que não faleceu recentemente, o Bispo precisa convocar uma comissão histórica que recolhe todo o material existente e julga sua validez.

* Simultaneamente à fase dos interrogatórios e da avaliação dos escritos, é necessário um decreto do Bispo certificando a ausência do culto público, segundo norma promulgada por Urbano VIII.

Tudo isso dever ser enviado a Roma, onde se estabelece a validade do processo, ou seja, a constatação de que nada falta para o seu prosseguimento.

* Depois, o postulador pede que se nomeie um relator da causa, o qual, junto com o postulador e outros colaboradores, elabora a Positio, que é um livro, às vezes em vários volumes, que resume toda a documentação. Esse resumo passa a ser julgado depois pelos Cardeais, Bispos e teólogos membros da Congregação.

* Concluída a Positio, ela deve ser entregue à Congregação, que a coloca na lista de espera. Devido à grande quantidade de causas, podem transcorrer vários anos até que chegue sua vez de ser examinada.

* A Positio será então estudada por oito consultores teólogos e pelo Promotor da Fé, os quais deverão emitir seus votos "afirmativos", "suspensivos" ou "negativos" no "Congresso Peculiar" super virtutibus ou super martyrio. Ou seja, aceita-se ou não o que está relatado sobre as virtudes heróicas ou o martírio. O voto "suspensivo" é dado quando se encontram aspectos não inteiramente esclarecidos, segundo a opinião dos consultores, ou quando falta documentação concludente. Se dois terços dos seus votos forem afirmativos, a causa passa aos Cardeais, Arcebispos e Bispos membros do Dicastério, que a examinam por turnos.

* Também eles deverão aprová-la para que possa ser apresentada de modo resumido ao Romano Pontífice. Normalmente, se os teólogos aprovam uma causa, os Cardeais e Bispos confirmam a decisão. Há casos, porém, em que tal não se dá, pois o parecer destes não está sujeito ao dos teólogos.

* O Papa é, em definitivo, o único juiz da Causa. Os passos prévios são, na realidade, meramente consultivos. Se o Papa confirma o juízo aprobatório descrito previamente, declarará Venerável o Servo de Deus, título com o qual se reconhece sua heroicidade de virtudes ou seu martírio.

* O passo seguinte é o reconhecimento do milagre post mortem.

Se se trata de uma Causa de martírio, não é necessário o milagre para a beatificação. O martírio é um fato preciso: o Servo de Deus ter sido morto por ódio à religião, o que é mais fácil de demonstrar do que a heroicidade das virtudes.

O milagre é discutido apenas quando se examina a possibilidade de beatificação, em causa devida à heroicidade de virtudes.

* Primeiro, submete-se o suposto milagre a uma junta médica de cinco membros (*).

* Se esta o aprova, passa-se ao voto dos teólogos.

* Em seguida, ao dos Cardeais e Bispos.

* Finalmente, ao Papa, que reconhece ou não o milagre. Se reconhecer, o Venerável poderá então ser beatificado.

- Para a canonização, será necessário outro milagre. Também no caso do mártir, é necessário o milagre para sua canonização. Com isso conclui-se o processo.

Em 17 de outubro de 1991, em Florianópolis – SC, o Papa João Paulo II desembarca no Aeroporto Hercílio Luz em sua segunda visita oficial ao Brasil, para a Beatificação de Madre Paulina.


Em 18 de outubro de 1991, aconteceu na Praça da Baía Sul, na capital catarinense, diante de enorme multidão de fiéis, entre eles a bonita legião de 400 Irmãzinhas da Congregação da Imaculada Conceição, presentes com seu traje azul marinho e o bóton da CIIC, a identificá-las como filhas da Bem Aventurada Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Aterro da Baia Sul - Florianópolis (SC)

Missa Solene de Beatificação

Eluíza Rosa de Souza e o Papa João Paulo II

- Madre Paulina é Beatificada, ‘Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus’, proclamada pelo Papa João Paulo II, que lhe concedeu o titulo de “Bem-Aventurada” e passou a ser invocada pelos cristãos como:

 “Bem-Aventurada Madre Paulina, rogai por nós!”

- Três relíquias foram feitas após a sua beatificação.
       - Uma foi dada ao Papa João Paulo II,
       - Uma ao Convento onde Madre Paulina vivia,
       - A Albert Visintainer e a sua Família em Monte Carmelo, PA, USA foi dado um pequeno osso do seu dedo.

- A Celebração da Beatificação é a declaração pública e oficial da Igreja, confirmando que a pessoa tem todas as condições requeridas para chegar à Canonização.

- O milagre considerado autêntico, como sendo alcançado por intercessão da Serva de Deus, Madre Paulina, ocorreu em 24 de setembro de 1966. Constou da cura instantânea e perfeita da senhora Eluiza Rosa de Souza, portadora de grave problema de saúde ocorrido no Hospital e Maternidade São Camilo, de Imbituba – SC.

- Os trabalhos exigidos pelo extenso e complexo Processo de Beatificação de Madre Paulina foram executados por Irmã Célia Bastiana Cadorin da CIIC.

Irmã Célia Cadorin

É com muita alegria e reconhecimento a Deus, à Virgem de Lourdes, que digo a todos, encerrando os trabalhos do Processo de Beatificação:

Cumpri a minha missão!

(Ir. Célia B. Cadorin – Secretária da Causa de Beatificação – 18/10/1991).

SEGUNDO MILAGRE RECONHECIDO                                                                 
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Em 05 de junho de 1992, o segundo milagre, nasce a menina Iza Bruna Vieira de Souza, de Rio Branco (AC). Ela nasceu com má formação cerebral, diagnosticada como “meningoencefalocele occipital de grande porte”.

- No 5º dia de vida, foi submetida, embora anêmica, a uma cirurgia e, depois de 24 horas, apresentou crises convulsivas e parada cardiorespiratória.

- A avó da menina, Zaira Darub de Oliveira rezou à Madre Paulina.

- Foi testemunhado pelo padre Alécio Azevedo, (45) anos, atual reitor do Santuário de Madre Paulina.
De bermuda e camiseta, o Padre Alércio estava aguando a horta de sua paróquia, em Rio Branco, quando foi chamado para batizar uma garotinha à beira da morte. Depois de vestir a batina às pressas, o padre deu a bênção com a mesma água açucarada que a Família de Iza Bruna Vieira tomava para se acalmar, no Hospital Santa Juliana. 
A menina Iza Bruna Vieira de Souza foi batizada no próprio Hospital, dentro do balão de oxigênio.

- O padre comentou com a Família que era de Santa Catarina, a terra de uma beata milagreira, e propôs que todos rezassem para que ela intercedesse pela recém-nascida.

- Cerca de 20 minutos, a criança começou a mostrar os primeiros sinais de recuperação.

- Depois de quatro dias, os médicos que não acreditavam na possibilidade de salvação operaram Iza Bruna.

Iza Bruna ao centro

- Conforme constatação dos médicos que atenderam a menina Iza Bruna, a salvação da criança diante da gravidade do caso, era quase que impossível para a medicina. Para espanto de todos, a criança sobreviveu, seguindo seu desenvolvimento de forma positiva, em todos os sentidos: - uma criança perfeita.

Em 09 de junho de 1992, o segundo milagre exigido pelo processo de canonização, aconteceu.

Em 1993, Irmã Célia Cadorin que era auxiliar, assumiu o posto de ‘Postuladora’ titular (atualmente é a maior especialista brasileira nessa área). Tanto que, além de cuidar de Madre Paulina, a religiosa é a postuladora de Frei Galvão e consultora informal em mais dez causas de possíveis santos brasileiros.

"Um bom postulador tem de ser antes de tudo objetivo. Não pode perder tempo e dinheiro tentando provar milagres duvidosos", ensina Célia Cadorin.

- Estima-se que a causa de Madre Paulina tenha consumido em torno de 100.000 dólares. Grande parte da verba que financiou o processo veio da Itália.
Religioso influente em Trento, a principal cidade da região onde nasceu Amábile Lúcia Visintainer, Monsenhor Guido Bortolameotti, captou dinheiro entre os ricos do local para cobrir as despesas.
É claro que nem abundância de recursos nem um bom advogado adiantam se o candidato a santo não tiver uma biografia merecedora e se seus milagres não forem verossímeis.

- A primeira fase do processo consiste na comprovação da vida virtuosa e da fama de santidade. Amábile desde criança demonstrou vocação para a caridade, que praticou ao longo de toda a sua trajetória. Ainda adolescente, na colônia, cuidou de uma doente de câncer em estado terminal. Mais tarde, depois de sonhar com Nossa Senhora, resolveu tornar-se freira.

"Ela era acima de tudo uma empreendedora, uma colona pobre e semi-analfabeta que foi capaz de fundar uma ordem. Esse é o exemplo que nos deixou", avalia Ilze Mees, ex-superiora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

Em 1995, após três anos do ocorrido, a Sra. Zaira, avó de Iza Bruna, relata o fato por escrito e envia-o à Secretaria da Casa Geral da Congregação – São Paulo, como seu testemunho de Fé, no poder de interseção de Madre Paulina, a quem ela invocara.

- Irmã Célia Bastiana Cadorin selecionou este fato de cura, considerado milagroso. Redigiu o Processo com todos os requisitos exigidos e apresentou-o à Congregação para a Causa dos Santos, no vaticano em Roma.

- O mais difícil e dispendioso no processo de canonização, é a comprovação dos milagres – de acordo com a regra da Igreja, é necessário um para fazer um beato e dois para fazer um santo.

Nota:
- Irmã Célia situou o caso da acentuada cura milagrosa, instantânea, perfeita e duradoura da menina Iza Bruna Vieira de Souza, que aconteceu no dia 10 de junho de 1992, a segunda graça intermediada por Madre Paulina um bom exemplo para a comprovação.

- Iza Bruna de Souza, uma menina de Rio Branco, no Acre, nasceu com uma doença rara: - meningoencefalocele occipital de grande porte, que causava uma deformidade no crânio. Para provar o milagre, a Postuladora teve de custear a viagem de várias autoridades eclesiásticas até o Acre, com o objetivo de tomar o depoimento dos envolvidos. Além de falar com os médicos, era necessário checar se apenas Madre Paulina fora invocada, caso contrário o milagre poderia ser atribuído a outro santo já existente.

Papa João Paulo II, Iza Bruna, Irmã Célia Cadorin

- De posse dos autos, o Vaticano pediu pareceres – pagos pelo Postulador – de especialistas médicos de Roma, para conferir se a cura não poderia ter sido feita sem a intercessão da então beata. O relator do processo solicitou também exames periódicos na menina durante os anos subseqüentes, para garantir que a doença não voltaria, já que só uma cura definitiva pode ser considerada milagrosa. Esses exames foram realizados em São Paulo e os laudos enviados a Roma.

SÉCULO XXI

CANONIZAÇÃO
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Canonização significa que a pessoa está incluía oficialmente na lista (cânones) dos Santos da Igreja Católica.
Para a canonização abre-se outro Processo que exige novo milagre.

Em 14 de dezembro de 2000, no Vaticano, o relato da segunda cura foi considerado válido para o Processo de Canonização. Seguidos todos os passos exigidos para a aprovação e reconhecimento do milagre, pela Santa Sé Romana, foi confirmada pelo Tribunal Eclesiástico com aprovação unânime, em todas as instâncias por onde passou.

- A veracidade do segundo milagre por interseção de Madre Paulina, concebido no dia 05 de junho de 1992, com a cura da menina Iza Bruna Vieira, em Rio Branco, no Acre.

- Podemos nos perguntar por que só agora o Papa João Paulo II se lembrou do Brasil, o país com o maior número de católicos no mundo. A resposta é que não depende apenas dele.

O ÁPICE
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A canonização é o ápice de um longo processo iniciado fora do Vaticano, em geral no país em que o candidato viveu. Isso significa que o Brasil não tinha um santo em parte por culpa dos próprios brasileiros.

"Não havia em nosso país pessoas que conhecessem a fundo as leis de canonização nem dinheiro para bancar um processo, já que essas causas são dispendiosas", avalia o Padre Fernando Guimarães, ex-presidente do Tribunal Eclesiástico do Rio de Janeiro, hoje trabalhando no Vaticano, na Congregação para o Clero.

- No caso de Madre Paulina houve as duas coisas, fundos e conhecimento de causa.

O PROCESSO DE CANONIZAÇÃO VAI PARA O PAPA
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Em 03 de julho de 2001, para o Processo o Conselho de Cardeais, reunido no Vaticano, reconheceu a veracidade dos dois milagres de Madre Paulina e remeteu o processo de Canonização ao Papa João Paulo II.

- Em 23 anos de pontificado, o Papa João Paulo II fez 456 santos – mais do que todos os seus antecessores somados, que atingem a marca de 302 canonizações. Contando-se com os santos que já existiam antes que as Leis Canônicas estivessem formalizadas, chega-se a mais de 4 000 nomes.

Nota:
- A Freira Amábile Lúcia Visintainer, que viveu entre 1865 e 1942 e adotou o nome de Paulina do Coração Agonizante de Jesus, nasceu na verdade na Áustria. Mas pode ser considerada a primeira santa brasileira porque viveu 67 de seus 76 anos no Brasil, aqui fundou sua congregação e realizou os dois milagres que lhe garantiram a santidade.

- Madre Paulina chegou a frente numa corrida com outros trinta concorrentes, número de candidatos a santos brasileiros protocolados no Vaticano. Três causas nacionais, além da de Madre Paulina, já atingiram o estágio da beatificação: Frei Galvão, Padre José de Anchieta e trinta mártires do episódio do Cunhaú e Uruaçu, no século XVII, quando católicos foram massacrados por índios e holandeses que dominavam Pernambuco.

Em 07 de julho de 2001, S.S. João Paulo II promulgou o Decreto sobre o milagre apresentado pela Postulação para obter a Canonização da Beata Paulina do Coração Agonizante de Jesus, no civil, Amábile Lúcia Visintainer.

- Foi reconhecida milagrosa a cura instantânea, perfeita e duradoura da recém-nascida Iza Bruna Vieira de Souza, nascida aos 05 de junho de 1992 com parto cesáreo porque portadora de uma grave má-formação cerebral, diagnosticada como “meningoencefalocele occipital de grande porte”. No 5º dia de vida, foi submetida embora anêmica, a uma cirurgia e, depois de 24 horas, apresentou crises convulsivas e parada cardiorrespiratória. A criança foi colocada num balão de oxigênio e, temendo-se a morte, foi batizada. Depois disso, o quadro clínico se modificou rapidamente sem complicações, a recuperação foi surpreendente, com ótimo desenvolvimento psicomotor conforme a idade da criança e, pela ausência de “sequelas neuropsíquicas posteriores”, o caso foi considerado excepcional.
A cura foi atribuída à intercessão da Beata Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, porque desde o momento que foi constatada a gravidez da mãe, Francisca Mabel Vieira de Souza, o bebê foi entregue aos cuidados e à proteção de Madre Paulina pela avó materna, Dona Zaira Darub de Oliveira.  Durante todo o tempo da gravidez, a avó rezou a Madre Paulina. No dia do parto, da cirurgia e das crises convulsivas e da parada cardiorrespiratória, a Sra. Zaira redobrou suas preces e motivou os pais, os parentes e amigos, as enfermeiras do Hospital Santa Juliana da cidade de Rio Branco, Acre, Brasil a pedir a Madre Paulina a saúde da pequena Iza Bruna.

- Na iminência da festa da canonização, leigos e religiosos ligados ao culto de Madre Paulina já começaram a tomar providências.

A IMAGEM
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Em São Paulo, sede da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, foi encomendada uma imagem "oficial" da nova santa.

- O escultor paulista Cícero D'Ávila foi incumbido da tarefa por sua fama de reproduzir fielmente as feições das pessoas que retrata. D'Ávila já esculpiu mais de 100 imagens de santos na Itália, onde estudou e viveu por alguns anos e no Brasil.

Cícero D'Ávila 

A CAPELA PARA A SANTA
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Em Vígolo, bairro pertencente ao município de Nova Trento (SC).

Bairro Vígolo

- Neste local onde a religiosa começou sua obra, foi construída uma capela na qual pela primeira vez aparecem os dizeres:

"Santa Paulina"
Capela comemorativa em Vígolo – Nova Trento (SC)

- À luz da canonização de Madre Paulina marca a história da Congregação e da Igreja, reanimam-se as esperanças e as forças na Missão de Evangelizar.

"Temos certeza que testemunhamos junto ao povo a convicção de que Deus nos ama e nos trata com carinho. Santa Paulina, sem duvida, continuará cuidando e zelando pelo seu povo mais necessitado”.

Irmãs: Ana E. Garcia e Liamar M. de Souza - Misiones - Argentina.

"Nosso sonho é que outras religiosas ou cristãos leigos possam dar continuidade a este processo de evangelização. Que a solidariedade entre os países seja de tal forma significativa que consigamos erradicar a Malária, que diminui o tempo e a qualidade de vida das pessoas"

Irmãs: Denise A. Coelho e Antonia A. de Oliveira - Moçambique.

Nota:
- Em 2001, os romeiros já são cerca de 30.000 por mês, eram segundo dados do governo do Estado de Santa Catarina, e a tendência é que o número cresça.

"Estive recentemente no norte da Espanha, e acho que essa região tem muito a nos ensinar na área do turismo religioso", diz o governador de Santa Catarina, Esperidião Amin, que sonha com uma versão brasileira do Caminho de Santiago (Espanha) desembocando no santuário de Vígolo.

Esperidião Amin

- Um dos sobrinhos de Madre Paulina, Alexandre Visintainer, fabrica um vinho de garrafão juntamente com um filho, Agenor Visintainer. O sonho de ambos é ter dinheiro suficiente para imprimir um rótulo para a bebida, que vai se chamar Coronel Visintainer – homenagem ao agricultor italiano que atravessou o oceano no século XIX, pai da primeira santa brasileira.


Agenor e Alexandre Visintainer

O SANTUÁRIO
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Em 2002, reunidas em Capítulo, em (Assembléia Geral), as Irmãzinhas decidiram construir o Santuário.

“Essas coisas a gente não controla, não planeja. O povo veio e foi nos levando a pensar o Santuário”, dizia Irmã Ilze Mees (In Memorian), de saudosa memória, que administrou no dia-a-dia, a construção do Santuário.

Projeto da Basílica Santa Paulina

- O Santuário é um projeto onde tudo foi pensado, desde emblemática, procura manter ardente a chama que foi acesa, nesta terra, em nome de Deus.
O volume com os campanários representam as três irmãs que iniciaram a CONGREGAÇÃO DAS IRMÃZINHAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO. O elemento frontal azul contém uma grande cruz, significando a Fonte de Luz, que emana deste lugar e se irradia em todas as direções, formando a estrela de quatro pontas.
A igreja ergue-se sobre uma base triangular, que representa a Santíssima Trindade.
O projeto do SANTUÁRIO MADRE PAULINA, tem como preocupação a preservação destas características.


A CIDADE DEVE MANTER-SE BUCÓLICA, CALMA COM SEU RITMO PRÓPRIO.

- Dentro do Complexo do Santuário Madre Paulina, existe a previsão da construção de toda uma estrutura de apoio que visa dar maior conforto ao romeiro e também preservar a integridade do modo de viver do neo-trentino.

- O Santuário terá capacidade para 6.500 pessoas e nos seus arredores, serão construídas trilhas para meditação, uma praça para o encontro dos romeiros e toda infra-estrutura de serviços.

ALBÚM DOS SANTOS
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Em 26 de fevereiro de 2002, terça-feira, no Consistório realizado em Roma, o nome da Beata Madre Paulina estava entre os que foram apresentados ao Papa, como dignos de serem inscritos no Álbum dos Santos.
O Papa João Paulo II confirmou a Canonização da Bem-Aventurada Madre Paulina.

Paulina
Eterna Madre (Mãe) e Santa
Nota:
- Embora ela só vá ser oficializada daqui a mais de dois meses, Madre Paulina já pode ser considerada ‘Santa’, pois o Consistório – evento em que o Papa faz uma última consulta a bispos e cardeais previamente instruídos sobre o processo – é a última instância jurídica da canonização.

- No Brasil, a notícia é recebida com entusiasmo pelas Irmãs da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, em Nova Trento, no Vale do Rio Tijucas, no estado de Santa Catarina.

- A canonização de Madre Paulina dificilmente ocorreria sem a intervenção da Irmã Célia Cadorin, que por 18 anos se dedica ao estudo dos milagres atribuídos à religiosa.

Santa

O culto aos santos da Igreja Católica tem alcance universal.

Paulina foi declarada santa. Santa Paulina, intercedei por nós!

CIDADE DO VATICANO
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Em 19 de maio do Ano do Senhor de 2002, no Vaticano, Praça de São Pedro, um domingo de sol da primavera romana, com um céu azul, lindo.


- Estando presente significativa comitiva de Irmãzinhas da Imaculada Conceição e representantes do povo brasileiro.

Milhares de fiéis vindos de todo o mundo se entusiasmam: - eles aplaudem, emocionam-se, dão glórias a Deus.

- Tudo muito diferente de como viveu Amábile Lúcia Visintaimer. Enquanto religiosa, sua vida teve características semelhantes às de um interminável inverno de céu cinzento, de uma noite escura e cheia de dificuldades, sacrifícios, humilhações, incompreensões...

- Na Praça de São Pedro, a Canonização de Madre Paulina é celebrada pelo Papa João Paulo II, o oficiante de uma longa, bela e concorrida cerimônia.

Papa João Paulo II

- Naquele domingo a Igreja declarava, "com pompas e circunstancias", - Urbi et Orbe - que Amábile tinha passado sua existência terrena praticando heroicamente todas as virtudes católicas. Seu modo de vida levou-a de um inverno momentâneo para a primavera sem fim; ela caminhou na noite para chegar à eterna luz; as humilhações lhe conduziram à glória. A mais alta das glórias.

O Vigário de Cristo afirma em sua homilia:


“Foi num Hospital que o seu "ser-para-os-outros" constituiu-se no pano de fundo de toda sua vida. "No serviço aos pobres e aos doentes, (essa santa) tornou-se a manifestação do Espírito Santo: consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério".

- Vivia-se uma ocasião memorável. Um dia providencialmente próprio para ser honrada e elevada às glórias dos altares aquela que, no país que a adotou como filha, foi chamada de Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus

- Aquela que agora, em todo o mundo, passava a ser conhecida como Santa Paulina.

- Sua canonização declara para o mundo a Santidade de Madre Paulina, por ser ela uma heroína da vida cristã a quem se pode prestar culto em toda a Igreja.


- Nem mesmo depois a chuva fina afastou a multidão de 30 mil pessoas reunida na Praça de São Pedro para assistir a Canonização de cinco novos santos da Igreja Católica entre eles Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

- A partir desta data, a Bem-Aventurada passou a chamar-se:

‘SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS’

- O Papa João Paulo II canonizou Santa Paulina, reconhecendo suas virtudes em grau heroico:
- Humildade, Caridade, Fé, Simplicidade, Vida de Oração.

- Logo depois da missa de canonização, em sua homilia o Papa João Paulo II recitou o "Regina Caeli", como faz todos os domingos, ele disse algumas frases em português, saudando os peregrinos brasileiros e o presidente da República Fernando Henrique Cardoso, se referiu diretamente ao trabalho assistencial que levou Madre Paulina a ser canonizada.

Presidente FHC e Papa João Paulo II

"Saúdo com afeto os peregrinos do Brasil, pastores e fiéis que vieram assistir à canonização da Santa Paulina do Coração de Jesus Agonizante. Saúdo especialmente o senhor presidente da República e demais autoridades civis que se uniram a esta celebração. Faço votos de que a vida da Madre Paulina possa continuar servindo como modelo de santidade às Irmãzinhas do Imaculado Coração, e para que Nosso Senhor possa ser conhecido, amado e adorado por todos e em todo o mundo".

- O Vigário de Cristo, João Paulo II afirma em sua homilia:

“Foi num Hospital que o seu "ser-para-os-outros" constituiu-se no pano de fundo de toda sua vida”.
"No serviço aos pobres e aos doentes, (essa santa) tornou-se a manifestação do Espírito Santo: consolador perfeito; doce hóspede da alma; suavíssimo refrigério".

- Com a Canonização, Santa Paulina entra para o grupo dos 6.561 santos e beatos já existentes na Igreja Católica.

A PRIMEIRA SANTA BRASILEIRA
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Santa Paulina é considerada a primeira santa brasileira, mesmo não tendo nascido no Brasil.

- Brasileira? - Sim. Aqui ela é considerada brasileira.
Na verdade, ela nasceu em uma região da atual Itália, mas, vivendo quase 70 anos no Brasil, compreendeu as características da alma do povo brasileiro como poucos.

- Amando e assimilando a vocação que a Divina Providencia colocou no coração do povo desse país enorme, ela adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos.

- E foi por isso mesmo que ela compreendeu:

 "O próprio dos grandes é servir",
"É a noite que é belo crer na luz."

- E viveu tendo como única alegria o seu "ser-para-os-outros" empregado no serviço aos irmãos.

"Aqui (no Brasil) Madre Paulina passou quase toda a sua vida. Aqui se manifestou sua santidade. Por isso é a primeira santa brasileira", Dom Cláudio Hummes, arcebispo metropolitano de São Paulo.

- Essa frase resume o legado de Madre Paulina:

"Sensibilidade para perceber e disponibilidade para servir, especialmente aos irmãos mais necessitados".

Em 08 de setembro de 2002, o então candidato à presidência da República Ciro Gomes e a namorada, a atriz Patrícia Pillar fazem uma visita ao Santuário de Santa Paulina.

A PEDRA FUNDAMENTAL
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Em 11 de julho 2003, foi colocada a pedra fundamental do Santuário Nacional em Vígolo, Nova Trento – SC, por Dom Eusébio Oscar Scheid, que disse:


“Temos a certeza de que com a união e participação de todos logo se tornará realidade”.

- Sabemos que este é um projeto que trará melhorias em escala - para a comunidade, para Santa Catarina, para o Brasil, e para o Mundo.

- Para o Mundo, sim, porque as nações se encontram diante do difícil dilema de dar o grande salto rumo à consciência humana, mudando o futuro e deixando para nossos descendentes um mundo melhor. MAIS DO QUE CONCRETO ARMADO, FALAMOS DE UM MONUMENTO À FÉ, À ESPERANÇA E, PRINCIPALMENTE À PRESERVAÇÃO NO CAMINHO DO BEM, onde nos seja possível concretizar o desejo de Madre Paulina:

Capela de Lourdes

Nave central

"QUE JESUS SEJA CONHECIDO AMADO E ADORADO POR TODOS E EM TODO O MUNDO" não desanimando mesmo com ventos contrários.

Em outubro de 2003, teve início as obras de terraplenagem. O Santuário foi construído em 926 dias, sem nenhum acidente, sendo dedicado à Santa Paulina.






Nave central

INAUGURAÇÃO DA BASÍLICA DE SANTA PAULINA
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Em 22 de janeiro de 2006, acontece a inauguração da Catedral Basílica do Santuário de Santa Paulina.


Procissão

Cerimonia

Irmãzinhas



Basílica iluminada

- O Santuário é um parque ecológico, com estrutura para o turismo.

Vista aérea do Santuário

A PROPOSTA PARLAMENTAR
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Em 20 de maio de 2008, O SR. JOSÉ IVO SARTORI (PMDB-RS) em comemoração aos 128 anos da imigração italiana no Rio Grande do Sul e a canonização da primeira santa brasileira, Madre Paulina.

Madre Paulina falava o dialeto, criou-se na vida dura e rude da roça e tinha muita fé. Além de ser considerada a protetora dos doentes e rejeitados, também é considerada a Santa dos agricultores e dos colonos.
Especialmente para os 57 milhões de italianos da Itália, para os 60 milhões de italianos e de descendentes de italianos no mundo e para todos os que saíram e que saem de sua pátria em busca do pão, Madre Paulina é a grande padroeira, de forte identidade cristã, participativa e solidária.
Marca da imigração italiana no mundo, Irmã Paulina, como cristã, como italiana e como brasileira, é propulsora da verdadeira globalização proposta por Cristo:

“Ide, pregai o Evangelho a toda criatura”.

- Ao finalizar, encaminho um ofício ao Presidente desta Casa, para que, em face da canonização de Madre Paulina como a primeira santa brasileira – já que adotou o Brasil como imigrante –, numa manifestação de toda a Casa, por meio de todas as Bancadas, a Mesa da Câmara dos Deputados, por intermédio do Presidente João Paulo Cunha, dirija-se à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB –, propondo que se conceda à Madre Paulina o título de “Padroeira dos Imigrantes no Brasil”.

3º SEMINÁRIO DA CONGREGAÇÃO
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Em janeiro de 2011 até o dia 22, São Paulo (SP), um grupo de 190 Irmãs e Formandas da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição se reuniram para a realização do 3º Seminário da Congregação, no Centro de Formação Sagrada Família, com o lema:

“CIIC passo a passo, sempre em frente” e o tema: “- Planejamento Estratégico Vida e Missão.”



- O início do evento foi marcado com a celebração Eucarística na Capela Santa Paulina presidida pelo Bispo responsável da região episcopal Ipiranga, Dom Tomé Ferreira da Silva.

- As participantes discutem o futuro da instituição, estão presentes na procissão de entrada da missa além da bandeira da Congregação, algumas Irmãs que conviverem com Santa Paulina trazendo assim para este evento, um sinal visível de continuidade da caminhada congregacional e atualização do carisma.

- A Superiora Geral, Irmã Anna Tomelin na celebração fez a acolhida de todas as participantes, bem como, da representante da CRB- SP, Irmã Geni dos Santos Camargo, ISFB.

Em 09 de julho de 2011, sábado, o Santuário Nacional recebe na missa das 9h, a presença das irmãzinhas de Santa Paulina, da cidade de Aparecida e de Sorocaba. O grupo pertence à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, formada por cerca de 550 irmãs em todo Brasil.

- De acordo com a coordenadora da comunidade de Aparecida, Irmã Ilza Martinho Pimenta, todos os anos nesta data as religiosas participam de uma missa no Santuário Nacional.

Em 18 de maio de 2011, foi firmado o protocolo entre o prefeito de Nova Trento (SC) Orivan Jarbas Orsi e o prefeito de Piraí do Sul (PR) Antonio El Achkar na CNBB em Curitiba (PR) com a intenção de desenvolver um circuito de turismo religioso sustentável entre os dois municípios, firmando uma parceria, incorporando vários roteiros turísticos, de modo a permitir o desenvolvimento das regiões onde os caminhos ocorrem.
- Santuário de Santa Paulina, Nova Trento (SC), e
- Santuário de Nossa Senhora das Brotas, Piraí do Sul (PR).

Em 2011, foi feita uma caminhada participativa durante o ano das Irmãs e Formandas da congregação presentes nas 80 comunidades espalhadas pelo Brasil e mais 10 países em que as Irmãzinhas atuam.

DEZ ANOS DEPOIS DE SANTA
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Em 2012, dez anos depois da sua Canonização, os casos inexplicáveis de cura pela Fé e intercessão de Santa Paulina não param de crescer e já transformaram a pequena Comunidade de Vígolo – Nova Trento, onde a caminhada da religiosa teve início, num dos locais mais visitados de Santa Catarina.

- As Irmãzinhas da Imaculada Conceição criaram um espaço para expor os novos milagres e divulgam os relatos dos devotos pela internet e por meio de um boletim enviado pelo Correio.

Em 19 de maio 2012, sábado, a canonização da Santa Paulina, a “primeira santa que viveu no Brasil”, fez 10 Anos. Vinda criança da Itália, ela é venerada em Nova Trento, no Vale do Rio Tijucas, onde foi erguido um santuário em sua homenagem, e onde viveu parte de sua vida.

- No lugar, existem ainda muitos descendentes. Alguns jovens como Amábile Visintainer, (13) anos, e outros mais idosos, como Alexandre Visintainer, (95) anos, que ainda lembra, do dia em que foi com os pais despedir-se da religiosa quando esta partia para São Paulo.

Amábile e Alexandre Visintainer

Em 08 de julho de 2012, domingo, pela manhã, em celebração o arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, inaugurou a Colina da Bênção, um novo espaço de visitação do Santuário Santa Paulina, situado em Vígolo, Nova Trento (SC), contou com a participação da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Tijucas (SC), cuja patrona é Santa Paulina; além de parentes diretos de Santa Paulina, como o sobrinho, Alexandre Visintainer.


- A estátua é parte das comemorações dos 10 anos de canonização de Santa Paulina, foi confeccionada pela empresa Pietá Arte em Cimento, de Londrina (PR) e patrocinada pelo empreendimento Bondinhos Aéreos Parque Colina.

- A imagem de Santa Paulina, de três metros de altura com outros três metros de pedestal, pesa pouco mais de 200 quilos. Os artistas responsáveis pela peça são Ananías Francisco dos Santos (escultor) e Adalberto Nunes Mariani (responsável pela pintura artística).

- Após a inauguração da Colina da Bênção, os devotos se dirigiram em procissão até o Santuário Santa Paulina. Animados pela equipe de liturgia e cantos do Santuário, os peregrinos não escondiam a emoção de estarem tão próximos da imagem de Santa Paulina. A missa das 10 horas também foi transmitida pela TV Século 21, pela Rádio Cultura, de Florianópolis, e pela Rádio Verde Vale, de Joinville.

- A missa dedicou um momento especial, de homenagem aos descendentes de imigrantes que, assim como Amábile Lúcia Visintainer, atravessaram o oceano em busca de melhores condições de vida.

- A Superiora Geral da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Irmã Anna Tomelin destacou durante a missa as virtudes de Amábile, principalmente a humildade.

“Neste gesto de Amábile, saibamos seguir seu ideal: de olhos fixos em Jesus, passo a passo, sempre em frente”, enalteceu.

- Ao final da missa das 10 horas, os participantes puderam acompanhar as apresentações da Fanfarra Municipal de Nova Trento (FAMUNT) e da Banda Marcial João Bayer Sobrinho, do Distrito de Claraíba (Nova Trento-SC) em frente ao Santuário, juntamente com uma queima de fogos e bênção com aspersão de água benta pelo arcebispo de Florianópolis e demais sacerdotes.

Em julho de 2013, minha homenagem para esta Jornada Mundial da Juventude na cidade do Rio de Janeiro (RJ), com a presença do Papa Francisco, aos papas que na Vida de Paulina e em minha Vida até o momento vislumbrei, junto a alegria, minha devoção:

Papa Pio XII
Papa João XXIII
Papa Paulo VI
Papa João Paulo I
Papa João Paulo II
Papa Bento XVI
Papa Francisco (2013 - ...)

De 31/05 a 02/06/2013, aconteceu na Casa Provincial de Cuiabá (MT) o encontro vocacional, foi preparado e planejado com muito carinho.



- Foi uma alegria ver as jovens chegando animadas para este encontro. Parecia que nos conheciam a tempo. Jovens comunicativas, criativas e de vivência nas comunidades. Estiveram presentes 11 jovens vindas de Santo Afonso, Nova Marilândia, Rosário Oeste, Várzea Grande e Cuiabá- MT. 

"As jovens e sua Vocação"

- O encontro teve início na sexta- feira à noite com a acolhida, apresentação, oração e divisão dos trabalhos.


FIM DA CRONOLOGIA
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Oremos



Frases de Santa Paulina

O desânimo é caminho para a doença. A luta, alimento para a vitória.

 A base para um sono tranquilo é um dia de labuta repleto de atos de amor.

A boa vontade em servir a Deus nos mostra que a doação enobrece o caráter.

O amor ao trabalho torna mais leve a carga de dissabores que o trabalho possa trazer.

Confiar na sabedoria de Deus é sentir-se amparado em meio ao temporal da vida.

A paz é fruto no coração dos homens e das mulheres

A oração é oferenda silenciosa de confiança em Deus.

Aceitar a Jesus como único Salvador é ter já o céu no coração.

Um coração misericordioso nos mostra que o perdão inunda a vida de esperança.

O trabalho em prol de uma comunidade traz dignidade ao ser humano.

Permanecei firmes e adiante. Nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários.




Endereços

SANTUÁRIO NACIONAL SANTA PAULINA
Endereço: Rua: Madre Paulina, 3.988
Bairro: Vígolo
Cep.: 88270-000 - Nova Trento - SC – Brasil
Telefone: (48) 3267-3030
Fax:          (48) 3267-3070
E-mail: santuario@santuariosantapaulina.org.br
 
CONGREGAÇÃO DAS IRMÃZINHAS DA IMACULADA CONCEIÇÃO
SEDE GERAL
Endereço: Avenida Nazaré, 470
Bairro Ipiranga
Cep: 04262-000 - São Paulo - SP - Brasil
Telefone: (11) 2271-0077
E-mail: ciic@ciic.org.br
Site:      www.ciic.org.br

Gerais

CURIOSIDADES
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Na mesma data em que se comemora a Revolução Constitucionalista de 1932, o dia 9 de julho também é dedicado a Madre Paulina.

-O Circolo Trentino di São Paulo tem Santa Madre Paulina como sua patrona e exemplo de trabalho, dedicação e fé do povo trentino.

- A primeira santa do país, que entra para o Rank Brasil em 2003, é Amábile Lucia Visintainer, mais conhecida por seu nome religioso, Madre Paulina.

- Segundo maior destino turístico-religioso do Brasil (o primeiro é Aparecida, em São Paulo), Nova Trento é uma pequena Itália encravada na Serra do Mar, a meio caminho entre Blumenau e Florianópolis. Foi colonizada por imigrantes da região Trentina, ao Norte da Itália. Há mais de 30 capelas e oratórios em seu território. Religiosidade e tradição fazem parte do dia a dia da cidade, de clima temperado, onde se plantam uvas para a fabricação de vinho. A bebida artesanal é armazenada em garrafões nas casas de pequenos produtores para quem quiser saborear e comprar. Os restaurantes típicos italianos do município também servem o vinho local.
A canonização de Santa Paulina, em 2002, fez com que os atrativos – gastronomia, festas típicas e natureza – da cidade despontassem.

- No caminho para Nova Trento, há trilhas que levam as cachoeiras, córregos e cascatas. Do alto do Morro da Cruz, a 525 m, resplandece o Vale do Rio Tijucas até seu encontro com o mar, na Baía das Tijucas, entre Porto Belo e Governador Celso Ramos. Para receber os turistas, o município oferece hospitalidade e serviços bem organizados e acessíveis.

FILMOGRAFIA                                                                                                           
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Madre Paulina
DVD Filme
Documentário
Português
Colorido
Livre 105 min

Extras:
- Impressionante história de fé, amor e perseverança de Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a primeira santa do Brasil. Depois de fundar a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição em 1890, viveu durante muitos anos no anonimato por causa de perseguições. Conheça os milagres que levou Madre Paulina a ser beatificada e canonizada nos depoimentos de todos os envolvidos.

- O filme/documentário "Amábile, amável", escrito, roteirizado e dirigido por Vicente Abreu e produzido pela TV Século 21, foi vencedor do prêmio “Clara de Assis”,

concedido em 2006 pela CNBB.

"A vida desta santa ensina-nos a viver na humildade, no perdão e no amor incondicional a todos os irmãos."

MÚSICA                                                                                                                        
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A música Nova Canção, que faz parte do CD Madre Paulina — Toda de Deus, Toda dos Irmãos.


CRONOLOGIA RÁPIDA
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16/12/1865 - NASCIMENTO DE:
Amábile Lúcia Visintainer  (Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus).
Filiação: Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezze
17/12/1865 - BATISMO
25/09/1875 - Partida de Vígolo Vattaro (Itália) para o Brasil. Semanas após desembarcam em Itajaí - Santa Catarina. Seguiram para Alferes que recebeu o nome de Nova Trento, formando aí um povoado, que chamaram de Vígolo e o mesmo padroeiro de Vígolo Vattaro: São Jorge. Inicia a imigração italiana no Estado de Santa Catarina.
Após o que numa das visitas do Pe. Alberto Gattone, Pároco de Brusque/SC, numa de suas visitas a Vígolo, Amábile Lúcia faz a sua primeira Santa Comunhão.
1887 - Falecimento de Anna, sua mãe. Amábile, com 22 anos, assume a tarefa de dona de casa.
1889 - Compra uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes.
1890 - Napoleone, seu pai, casa com Maria Zamboni; Amábile tem mais tempo para o seu apostolado. Em 12 de julho, início da congregação religiosa.
1891 - Amábile adoece gravemente.
11/02/1894 - Amábile, Virgínia e Tereza, partem para a nova residência em Nova Trento.
1895 - É inaugurada a Capela de São Jorge. Em 19 de março, festa de São José é composto um "memorial", colocado abaixo de um quadro do esposo de Maria, rezado diariamente.
17/08/1895 - É dirigido ao bispo, Dom José de Camargo Barros, uma carta pedindo a aprovação da congregação. Imediatamente, a 25 de agosto sai a aprovação diocesana da "Pia União da Imaculada Conceição".
1896 - Cinco noviças recebem o hábito religioso. Agora Amábile, já Irmã Paulina, passando a ser tratada Madre Paulina, ganha novo reforço no tratamento dos doentes, órfãos e idosos.
1900 - Na passagem do século a congregação conta com 20 religiosas.
11/02/1901 - Na festa de Nossa Senhora de Lourdes, aos 24 anos de idade, a Irmã Bernardina do Bom Conselho, entrega sua alma ao Criador.
1902 - Em novembro dá-se a primeira carta circular à congregação.
1903 - No mês de julho, Madre Paulina e as Irmãs Luiza e Serafina, mais a Postulante Josefina Pereira Gonçalves, deixam Nova Trento. Chegando em Itajaí/SC, embarcam com destino ao porto de Santos e de trem, atingindo São Paulo instalaram-se no Ipiranga.
1905 - Foi iniciada em Bragança Paulista a Santa Casa da Misericórdia.
1909 - Aceitam dirigir a Casa de Saúde Dr. Homem de Mello, no Bairro Perdizes. Neste mesmo ano, Madre Paulina assume a Santa Casa de Misericórdia em São Carlos do Pinhal. Em maio, cumprindo ordem superior viaja para Nova Trento.
29/08/1909 - Fica determinado definitivamente a nomeação de "Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição". Nesta ocasião, com o título de Veneranda Madre Fundadora, Madre Paulina passa a residir na Santa Casa da Misericórdia de Bragança Paulista. Seu livro de cabeceira: IMITAÇÃO DE CRISTO de Tomás de Kempis.
1910 - Em julho é transferida para o novo asilo São Vicente de Paulo.
1911 - Falecimento de seu pai Antônio Napoleone Visinteiner.
22/07/1917 - Falece Madre Matilde.
1918 - Madre Paulina volta a residir na Casa Mãe da Congregação, no Ipiranga.
1931 - Aos 52 anos de idade falece Madre Vicência.
1933 - O Santo Padre Pio XI, concede aprovação e o Decreto de Louvor à Congregação.
1938 - Com a saúde agravada pela diabetes sofre amputação de um dedo da mão direita, dias após o braço inteiro.
12/07/1940 - A Congregação festeja o seu Jubileu (50 anos). Já então com 325 Irmãzinhas e 39 casas espalhadas pelo Brasil.
1941 - Assumem o Colégio São José em Itajaí/SC. Destaque para as Irmãzinhas Maria de Lourdes, Carmem e Ester, educadoras extraordinárias.
08/07/1942 - A Veneranda Madre Fundadora, Paulina, entra em pré-agonia e no dia seguinte,
09 de julho de 1941, aos 77 anos de idade, ingressa na Pátria Celeste.



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Documentos e publicações relativas aos fatos estão guardados, junto com objetos pessoais de Madre Paulina, no museu junto a Casa Geral da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, situada à Avenida Nazaré, 470 - Ipiranga - São Paulo (SP).
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Fontes – Bibliografia

Referências:
Gesiel Júnior (2002), Madre Paulina - Uma Santa Passou por Avaré
Revista Ave-Maria, maio/2002
Marcos Horostecki
Débora Klempous
Homilia do Santo Padre João Paulo II na cerimônia de Canonização de cinco santos no Domingo de Pentecostes - 19 de maio de 2002
Santuário Santa Paulina
Texto Tarciso Mattos
João Gabriel de Lima, de Nova Trento
Manual da FAMAPA
História de Nova Trento no site do IBGE
Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Sites
Wikipédia
www.vatican.va/.../ns_lit_doc_20020519_paulina_po.html Paulina do Coração Agonizante de Jesus
www.ciic.org.br - (Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição - São Paulo)
www.frasesnaweb.com.br/autor/santa-paulina http://viajamos.com.br/profiles/blogs/santu-rio-santa-paulina-nova-trento-sc

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